sábado, 11 de junho de 2016

Frases: Dom Bertrand no Mariana Godoy Entrevista

S.A.I. o Príncipe Dom Bertrand de Orleáns e Bragança
no estúdio do "Mariana Godoy Entrevista"

Na sexta-feira, dia 27 de maio de 2016, o Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil, esteve no Mariana Godoy Entrevista, onde pôde fazer esclarecimentos sobre a Monarquia Parlamentarista e seus posicionamentos pessoais. Abaixo algumas frases ditas por ele:


  • “Em primeiro lugar, é preciso distinguir questões de Estado de questões de Governo. Questões de Estado de questões de Governo. Questões de Estado são aquelas que interessam ao conjunto da Nação, que têm ligação com os rumos gerais da Nação, para as futuras gerações, e que não podem estar sujeitas às mudanças sucessivas dos governos. Por exemplo, a Justiça, a segurança interna e externa, a diplomacia, não podem estar mudando continuamente conforme o partido de turno. São questões a longo prazo!”
  • “Eu sou católico, graças a Deus! É a minha opinião, minha convicção absoluta, que a Religião Católica é a única verdadeira. Mas no Império não havia perseguição religiosa, nunca houve e ninguém pensa em haver uma perseguição religiosa. A nossa opinião é que era precisa favorecer a Religião Católica, convencer as pessoas que é a melhor das religiões, aliás, como sempre foi na nossa História. Agora, perseguições religiosas, não há razão nenhuma!”
  • “Nas condições atuais, não há condições para restaurar a união da Igreja com o Estado.”
  • “O Brasil tomou uma série de empréstimos que não eram proporcionais às nossas necessidades. Nós temos um governo hipertrofiado que custa excessivamente caro ao conjunto da Nação. O resultado é que a dívida externa e interna vai aumentando dia a dia. Isso eu acho uma injustiça para o povo brasileiro.”
  • “Uma Nação é, antes de mais nada, uma grande família com um destino em comum a realizar. Uma Nação não é uma empresa, uma Nação sobretudo não é uma disputa contínua de partidos políticos, onde um está se digladiando com o outro e o que interessa são as futuras eleições, e não as futuras gerações. A grande diferença da República com a Monarquia é que as Repúblicas estão continuamente pensando nas futuras eleições, na Monarquia os reis pensam nas futuras gerações.”
  • “As Monarquias resultaram da ordem natural das coisas, foi uma continuação da família, em que existe um vínculo de afeto e de confiança entre o Chefe de Estado e o povo. Um vinculo de proteção, um vínculo que estimula as qualidades do povo.”
  • “Basta ir a Brasília para ver aqueles carrões na rua, aquela fartura, etc., etc., tão diferente do resto do Brasil.”
  • “A democracia não pode limitar-se a pôr um papelzinho em uma caixa a cada quatro anos, hoje em dia, apertar um botão. A democracia é um regime no qual existe uma verdadeira representatividade, quer dizer, no qual o representante é conhecido e pode ser controlado pelos seus representados.”
  • “Nunca houve nenhuma perseguição nessa matéria [homossexualidade]. Mas eu pessoalmente sou a favor da manutenção da tradição nessa matéria. Nunca houve perseguição, não há razão nenhuma para se estabelecer perseguições a esse respeito. Apenas se cumpra a Lei de Deus. Está na Sagrada Escritura! A Lei de Deus não admite [casamento entre pessoas do mesmo sexo].”
  • “A História é absolutamente fundamental para um povo. Quem não sabe de onde vem, não sabe para onde vai.”
  • “A condição essencial para que haja um Parlamentarismo é que haja um Chefe de Estado suprapartidário. O que tem acontecido com frequências nas Repúblicas é que há o presidente da República de um partido e o primeiro-ministro de um partido contrário. E o que se assiste aí? Uma verdadeira batalha entre o primeiro-ministro e o presidente da República. Um quer derrubar o outro, para que o seu partido vença as próximas eleições. Quem é que sofre? Qual é o campo de batalha sobre o qual se dá essa disputa? É o povo!”
  • “O que nós estamos fazendo no momento é o que nós não tivemos tempo de fazer antes: formar quadros, formar uma elite monárquica, formar futuros dirigentes, pessoas conscientes da importância da Monarquia, que procurem atuar sobre o conjunto da opinião pública, para mostrar aos brasileiros a superioridade da Monarquia.”
  • “A aceitação da ideia monárquica é cada vez maior. Muitas pessoas pensaram que o plebiscito seria a pá de cal sobre o ideal monárquico no Brasil. E não foi! Foi exatamente o contrário.”



Para os que não viram a entrevista ou desejam revê-la, acessem o link: http://goo.gl/CvIoy1

LINK ORIGINAL: Site Causa Imperial - http://goo.gl/Vp1ITH

Nossa análise sobre  a entrevista de S.A.I. em nosso canal: https://goo.gl/1yEBYN

AGENDA DOS PRÍNCIPES

S.A.I. o Príncipe Dom Bertrand de Orleáns e Bragança
Príncipe Imperial do Brasil e segundo na linha sucessória

Segue a agenda do Príncipe Imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, para o mês de junho:

• Entre os dias 13 e 15, Sua Alteza estará na Argentina, onde será orador no World Congress of Families (Congresso Mundial de Famílias).


• Do dia 16 ao dia 30, Sua Alteza estará na Bélgica e na França.

• No dia 18, comparecerá ao casamento de sua sobrinha, a Princesa Alix de Ligne, com o Conde Guillaume de Dampierre, a ser celebrado na Igreja de São Pedro de Beloeil, em Hainaut, na Bélgica.

LINK ORIGINAL: Pró Monarquia - https://goo.gl/Tnsm8T

sexta-feira, 10 de junho de 2016

MONARQUIA BRASILEIRA É NOTÍCIA NA MÍDIA NACIONAL E INTERNACIONAL

Dom Bertrand de Orleans e Bragança 
em imagem do jornal Financial Times, de Londres

Nos últimos períodos, a Monarquia tem chamado a atenção da mídia. Com a derrocada completa da República e a incapacidade dos atuais políticos, cada vez mais brasileiros procuraram esta, que é a única opção definitiva para a saída da crise. Jornais, revistas, portais de notícias nacionais e internacionais noticiaram a ascensão da Monarquia no Brasil.

O Blog Monarquia Já preparou uma seleção com os links e imagem mais relevantes para o leitor acompanhar. Veja:


  • IMPRENSA NACIONAL 


Família imperial quer usar clima de divisão para restaurar monarquia - Folha de São Paulo
http://goo.gl/L5VcKF

Aproveitando a crise, família imperial quer propor retorno da monarquia no Brasil - 180 Graus – Piauí
http://goo.gl/HSglGA

Em meio à crise política, família imperial defende volta da monarquia - Administradores – Brasil
http://goo.gl/5G1mcA

Entre coxinhas e petralhas, monarquistas querem reestabelecer o Império no Brasil - Boa Informação – Alagoas
http://goo.gl/OIdsLk

Príncipe do Brasil diz que República está falida - Paraíba Online – Paraíba
http://goo.gl/ZclrUa

Manifestantes fazem ato contra presidente em Copacabana, na Zona Sul do Rio - Extra – Rio de Janeiro
http://goo.gl/8nX6az

Revista VEJA:

(Clique para ampliar)

  • IMPRENSA INTERNACIONAL

Brazil’s would-be king and his two-bed rented home in São Paulo - Financial Times – Inglaterra
http://goo.gl/nfIE30

Así es el aspirante al trono de Brasil, Bertrand de Orleans y Braganza - El Mundo - Espanha
http://goo.gl/Me4r3b

La casa imperial de Brasil reivindica la monarquía en plena crisis institucional - Monarquia Confidencial - Espanha
http://goo.gl/6S4Brp

Família de Dom Pedro aproveita o impeachment para tentar governar o Brasil novamente - Blasting News- Blasting Sagl – Suiça
http://goo.gl/JTmP8l

En medio de la crisis del gobierno de Rousseff ¿regresa el imperio de Brasil? - La Tercera – Chile
http://goo.gl/3zeBxo

El rey pescador - Montevideo Portal - Uruguai
http://goo.gl/F4EDOB

Há mais reportagens, desse ano, sobre nossa Coroa que não apareceu no texto? Por favor, nos envie o link.

LINK ORIGINAL: Blog Monarquia Já: http://goo.gl/jQI4jF

terça-feira, 7 de junho de 2016

A república é uma festa. E nós pagamos caro por ela



Por: Bruno Garschagen em 07/06/16 17:54

Num país Monárquico, parlamentar e rico como a Inglaterra, o primeiro-ministro não mora num palácio, mas no terceiro piso de uma casa no centro de Londres, a 10 Downing Street, onde também funciona o seu escritório e a sede do governo.

Num país republicano, presidencialista e não-rico como o Brasil, o presidente tem dois palácios à disposição: um para morar ( Palácio da Alvorada, residência oficial) outro para trabalhar ( Palácio do Planalto, sede do Poder Executivo Federal).

Num país Monárquico, parlamentar e rico como a Inglaterra, o primeiro-ministro não tem funcionários para lhe fazer café nem cafuné.

Num país republicano, presidencialista e não-rico como o Brasil, uma presidente temporariamente afastada tem no Palácio da Alvorada 30 funcionários e servidores à sua disposição e gasta R$ 62 mil por mês apenas com despesas de alimentação. Dilma Rousseff acha pouco; Lula reclamou que logo terão que comer em marmitex.
Como ex-presidente, Lula custa R$ 40,8 mil por mês aos cofres públicos porque tem direito a quatro servidores e a dois veículos oficiais com motoristas. Antes de ser afastada da presidência, as despesas de Dilma (não do seu governo) eram praticamente o dobro dos gastos da rainha Elizabeth II e da família real. Ambos não devem nem saber quanto custa um marmitex. E nós pagamos a conta.

Num país Monárquico, parlamentar e rico como a Inglaterra, quando o governo comete erros e coloca o país em apuros, o gabinete é demitido, o parlamento é dissolvido e são convocadas novas eleições. Resolve-se o problema político para não criar outros problemas ou aprofundar os já existentes.

Num país republicano, presidencialista e não-rico como o Brasil, uma presidente como Dilma pode passar mais de cinco anos destruindo o país e só será afastada se cometer crime de responsabilidade - se o Congresso considerá-lo como tal. Mas aparelhar o governo, colocar o Estado a serviço do PT e destroçar a economia, isto pode. E sem chance de ser destituída (o).

Deve ser mesmo muito difícil viver numa Monarquia.



LINK ORIGANAL: http://goo.gl/7idwfn

Francisco Dacal: Ou se reinventa a república ou que volte a monarquia

"Chegamos a uma situação onde: ou se reinventa a república ou que volte a monarquia"

Publicado em: 01/06/2016 07:17 Atualizado em:
Por Francisco Dacal
Administrador de empresas

A crise na economia e na política é do tamanho do Brasil. Para muitos, a maior da história; de consequências inimagináveis. Mas temos que acreditar que vai ser superada, já passamos por outras tormentas. 

Que os protagonistas desta infelicidade não reclamem que não tiveram crédito do povo. Tiveram sim. Entretanto, falharam na gestão, gravemente. Desviaram da ética. Ainda por cima, recusam-se em assumir responsabilidades pelos erros cometidos diante de tantas evidências.     
     
Todos os partidos políticos são igualmente importantes dentro do processo democrático, desde que nenhum deles ouse se tornar hegemônico. A alternância de poder é fundamental à democracia e ao aprimoramento das instituições. Uma garantia das liberdades. Àqueles que se equivocaram, o fim é a nação, como um todo, partido político é meio.

Desde 1889 os brasileiros tem sido extremamente tolerantes. Todavia, está cansado de tanta aberração. Chegamos a uma situação onde: ou se reinventa a república ou que volte a monarquia. Nada contra o “golpe” comandado pelo Marechal Deodoro da Fonseca. 

Nos discursos da admissibilidade do impeachment da presidente Dilma Rousseff, aprovado no Senado, foi possível enxergar virtudes, os defeitos, que predominam, já conhecemos. O processo, com base na constituição e suportado pelo Supremo Tribunal Federal - STF, que lhe conferiram legalidade, foi bem conduzido pela mesa diretora da casa maior do parlamento, com transparência. Entre os discursos, foi impressionante o do ex-presidente Fernando Collor, que sofreu impeachment em 1992, dando aula de democracia, com grandeza, e com alguns algozes presentes no plenário e outros lhe assistindo pela televisão - depois apertou a tecla sim, com “luva de pelica”.

Um fato peculiar: nunca se viu tanta manifestação e heróis de combate a ditadura de 1964, pela volta da democracia. Estranho. Como isso aconteceu? Será que procede?. Pela quantidade apresentada o regime militar não era para ter durado nem seis meses. Durou vinte e um anos. Ora, por muito tempo pensei que tinha feito grande coisa em ter participado de duas passeatas de protestos em 1977, no Recife; e quase levo uma violenta mordida de um feroz cachorro pastor alemão. Mas valeu! Nesse momento histórico, fazem falta o Barão de Itararé, o Stanislaw Ponte Preta e o Millôr Fernandes.

O vice-presidente Michel Temer se tornou presidente da República interino - previsto até outubro - a partir de quando poderá ser definitivo, sob o espectro de uma possível renúncia ou condenação da titular da cadeira, e do Tribunal Superior Eleitoral-TSE que poderá cassar a chapa, nesse ínterim, aí teremos novas eleições. Com novos ministros nomeados o trabalho vai ser gigantesco para enfrentar os problemas que já se sabe e outros que agora certamente vão emergir, e não devem ser poucos. 

As caixas-pretas assustam. A operação Lava-Jato continuará com forte apoio do governo e da sociedade, excelente. Eficácia é a palavra, na busca de soluções para melhorar o país, que é o que interessa.

Ainda administrável, a intolerância cresceu frente ao aumento da crise, principalmente nas redes sociais. Fogo cerrado de xingamentos, pequenas agressões, inconveniências públicas, discussões ásperas e brincadeiras, algumas de muito mau gosto. Cada lado se achando mais certo do que o outro. Bobagem! Um mundo irreal. Nesse, pelo menos, existem os de posição autêntica: “hay gobierno, soy contra”.

LINK ORIGINAL: http://goo.gl/ELUoJP

domingo, 5 de junho de 2016

O PROJETO DA ABOLIÇÃO NO PARLAMENTO

O Senado brasileiro passando a lei que aboliu a escravidão no país, 1888. 
Uma multidão está reunida no andar de cima e ao fundo no térreo assistindo.

O primeiro projeto de lei visando à libertação dos escravos no Brasil foi feito, em 1884, pelo gabinete ministerial presidido pelo Conselheiro Sousa Dantas, e foi rejeitado pela Câmara Geral. A Lei Áurea nasceu de um projeto de lei apresentado, por Rodrigo Augusto da Silva, ministro da agricultura do Gabinete ministerial presidido por João Alfredo Correia de Oliveira, à Câmara Geral, atual Câmara dos Deputados, em 8 de maio de 1888. Esse projeto de lei, segundo publicações do Senado Federal, era de autoria do próprio ministro da Agricultura.

Outras fontes mencionam o Conselheiro Antônio da Silva Prado, (ministro da agricultura do Gabinete João Alfredo e que se afastara do cargo por motivo de saúde, passando a pasta da agricultura para Rodrigo Augusto da Silva), Ferreira Viana e o presidente do Conselho de Ministros João Alfredo Correia de Oliveira como colaboradores ou redatores da lei. Todos tiveram parte importante na elaboração do projeto de lei de abolição da escravatura, juntamente com Dona Isabel.

Na versão do historiador Pedro Calmon, o Conselheiro Antônio Prado, que se encontrava em São Paulo, elaborou e enviou ao Presidente do Conselho de Ministros João Alfredo, através de seu cunhado, Elias Chaves, em 20 de abril de 1888, um projeto de lei longo, sugerindo porém que se aproveitasse apenas o seu primeiro artigo ("Fica abolida a escravidão no Brasil") para que não acontecesse que um texto extenso causasse longas discussões no parlamento. Acrescenta o historiador Tobias Monteiro que o segundo artigo do projeto de lei proposto pelo Conselheiro Antônio Prado obrigava os libertos a trabalharem para seus antigos senhores, mediante paga, e a residirem durante dois anos onde se achassem na data da abolição. Pouco após a abolição dos escravos, o Conselheiro Antônio Prado retornou ao ministério da agricultura. O projeto foi apresentado no Parlamento pelo então Ministro da Agricultura e interino das Relações Exteriores, Rodrigo Augusto da Silva, em 8 de maio de 1888, e segundo o Ministro: de ordem, de sua Alteza a Princesa Imperial. 

 Uma longa discussão ocorreu no parlamento no dia 9 de maio de 1888. Rodrigo Augusto da Silva recebeu fortes ataques dos deputados Pedro Luiz, Andrade Figueira, Bezamat e Alfredo Chaves.
O projeto de lei foi debatido, votado e aprovado, na Câmara Geral, em tempo recorde: em apenas duas seções na Câmara Geral, nos dias 9 e 10 de maio de 1888.

Rodrigo Augusto da Silva contou com a ajuda do deputado geral Joaquim Nabuco no debate com os deputados escravocratas. A oposição escravagista não teve sucesso. O projeto de lei que abolia a escravidão negra no Brasil, foi aprovado com expressiva votação favorável na Câmara Geral. Entre os deputados que aprovaram a Lei Áurea estavam os futuros presidentes da república: Rodrigues Alves e Afonso Pena.

A primeira votação da Lei Áurea ocorreu no mesmo dia: 9 de maio, em seção presidida por Henrique Pereira de Lucena, barão de Lucena. 83 deputados gerais foram favoráveis à aprovação e apenas 9 deputados gerais: barão de Araçaji, Bulhões Carvalho, Castrioto, Pedro Luís, Bezamat, Alfredo Chaves, Lacerda Werneck, Andrade Figueira e Cunha Leitão, votaram contra a Lei Áurea na Câmara Geral. O barão de Cotejipe votou contra a Lei Áurea, no Senado do Império. A votação em segundo turno, na Câmara Geral, no dia 10 de maio, foi feita por aclamação, sendo aprovado, em definitivo, na Câmara Geral, a Lei Áurea. Em seguida, o projeto de abolição da escravatura, foi enviado ao Senado do Império.

FONTES:
  1. CALMON, Pedro. O Conselheiro Prado, in jornal "A Noite", Rio de Janeiro, 24 de fevereiro de 1940;
  2. ANNAES do Parlamento Brazileiro - Camara dos Srs. Deputados, terceira sessão Vigesima Legislatura de 1888 Volume I, Imprensa Nacional RJ 1888;
  3. MACHADO DE ASSIS, Joaquim Maria, O velho Senado, página 423, Edição comemorativa do Sesquicentenário de Nascimento de Machado de Assis, Brasília, Senado Federal - Centro Gráfico, 1989.


quinta-feira, 2 de junho de 2016

Imposto no bolso dos outros é refresco


Se a senhorita comprar um batom numa loja ou farmácia, saiba que mais da metade do preço (55%) é de impostos.

Se o cavalheiro decide beber uma cerveja, saiba que mais da metade do preço (56%) é de impostos.
Tomar um café? Vai pagar 20% de impostos.

Arroz com feijão para o almoço? São 17% de impostos pagos em cada produto.

E se calor do verão estiver insuportável? Vai pagar 34% de impostos no ventilador e 48% no preço do ar condicionado.

Esses são alguns dos impostos pagos por cada um de nós quando compramos esses produtos. E os demais tributos que pagamos ao longo do ano? Somam 41,80% da riqueza que cada um de nós produz. Isso significa que quase a metade do que produzimos ao longo de um ano fica com o governo (federal, estadual municipal). Se você, por exemplo, tiver uma receita bruta de R$ 100 por ano, o governo tira R$ 41,80 e você fica com R$ 58,20.

Para sustentar essa expropriação estatal, somos obrigados a trabalhar cinco meses num ano, de janeiro a maio, só para pagar tributos, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação. Tributos que também financiam, por exemplo, serviços de saúde, de ensino e de segurança estatais de péssima qualidade e, claro, esquemas de corrupção como o mensalão e o petrolão. É somente a partir de hoje que poderemos usufruir como quisermos do fruto do nosso trabalho.

O complexo e guloso sistema tributário brasileiro é altamente democrático: prejudica a todos sem distinção de cor e renda. Os pobres são ainda mais prejudicados porque não só pagam impostos escorchantes por tudo aquilo que consomem e contratam, mas são impedidos de ter acesso a produtos (alimentação, vestuário) e serviços (ensino, saúde) de menor preço e maior qualidade em virtude dos altos impostos que recaem sobre nacionais e importados.

O problema da tributação não é novo nem se restringe ao Brasil. No século XVII, Jean-Baptiste Colbert definiu tributação como a arte de "depenar o ganso de modo a obter o máximo possível de penas com o mínimo possível de grasnido". No século XVIII, Benjamin Franklin asseverou que as únicas certezas deste mundo eram a morte e os impostos. No século XIX, José Bonifácio de Andrada e Silva alertou que "nenhuma nação sobrecarregada de impostos é própria para grandes coisas". No século XX, Winston Churchill afirmou que "uma nação que tenta prosperar à base de impostos é como um homem com os pés num balde que esforça-se para levantar puxando a alça".

No século XXI, digo eu, a tributação é um instrumento eficaz para punir a prosperidade e prejudicar os mais pobres – ao contrário do que dizem os políticos e todos aqueles que gostam de ser depenados.

LINK ORIGINAL: http://goo.gl/BxGpk5