quinta-feira, 14 de julho de 2016

DOM PEDRO NA PRAÇA TIRANDENTES

A escultura de D. Pedro I

O principal monumento da praça é a imponente estátua equestre de Dom Pedro I, inaugurada em 1862. Segundo Marcillio (2014), “a estátua equestre, destaca a figura de D. Pedro I vestido com o uniforme de general, segurando com a mão esquerda as rédeas, com o braço direito levantado, representando o ato da independência”. O monumento mede 15,7m de altura, sendo 3,30m da base de cantaria, 6,40m da coluna onde estão os conjuntos alegóricos e mais 6m da estátua equestre.

O site Terra Vista do Céu (2014), destaca que a escultura é feita de granito, ferro e bronze. No que se refere a seu significado, representa o momento no qual foi declarada a Independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822. Esse monumento foi realizado na França por Louis Rochet e Auguste Rodin, mas foi criado pelo artista brasileiro João Maximiano Mafra.

Nas faces laterais abaixo do monumento de D. Pedro I, encontram-se as armas de Bragança, em bronze, vigiadas por dois dragões de ouro. E na moldura representada no pedestal, estão nomeadas as vinte províncias do Brasil da época, com uma coroa sobre cada uma. Já na parte superior da frente principal estão as armas do Império e a seguinte inscrição: “A Dom Pedro Primeiro, Gratidão dos Brasileiros”

A estátua tem em seu pedestal quatro esculturas indígenas em bronze com animais e motivos decorativos, que simbolizam os quatro maiores rios brasileiros, segundo o site As Histórias dos Monumentos do Rio (2014) são eles:

Rio Amazonas - simbolizado por uma índia com uma criança nas costas e um índio com os pés sobre um jacaré, além de uma arara;
Rio Paraná - representado por um índio segurando uma flecha e uma índia tocando maracá próximos de uma anta, um tatu e duas grandes aves;
Rio São Francisco - é representado por um índio sentado perto de um tamanduá bandeira e uma capivara;
Rio Madeira - aparece na figura de um índio com arco e flecha, em atitude de disparar próximo a uma tartaruga, uma ave e um peixe.
Ainda segundo o site As Histórias dos Monumentos do Rio (2014), a grade que envolve todo o monumento apresenta entre círculos e alternadamente, a coroa imperial e a legenda Pedro I. Cada quina da grade possui uma coluna artisticamente ornada, que sustenta um lampião a gás, encimado por uma coroa e nas colunas estão gravadas em placas de bronze algumas datas importantes, que são: Praça Tiradentes, Rio de Janeiro, Brasil.

* 2 de outubro de 1798: nascimento de D. Pedro I;
* 6 de novembro de 1817: primeiro casamento de D. Pedro l;
* 17 de outubro de 1829: segundo casamento de D. Pedro I;
* 9 de janeiro de 1822: Dia do Fico, quando D. Pedro I desobedeceu às ordens de Lisboa e disse que permaneceria no Brasil;
* 13 de maio de 1822: quando D. Pedro I aceitou o título de defensor do Brasil;
* 12 de outubro de 1822: aclamação de D. Pedro l como Primeiro Imperador do Brasil e;
* 1º de dezembro de 1822: Sagração e Coroação de D. Pedro l;
* 25 de março de 1824: Juramento da primeira Constituição do Império

As vinte províncias do Brasil na época estão nomeadas no friso do pedestal, com uma coroa sobre cada uma. Na parte superior da face principal estão as armas do Império e a seguinte inscrição: “A Dom Pedro Primeiro, Gratidão dos Brasileiros”. O gradil foi instalado em 1865, lembrando que desde a sua inauguração até esta data o mesmo não existia. A pavimentação entre o gradil e o monumento é em mármore, que resulta em um desenho com formato octogonal. De cada quina do gradil, ergue-se uma coluna artisticamente ornada, que sustenta um lampião a gás, com uma coroa no topo.

Além disso, a estátua de D. Pedro I é ladeada nas laterais por dois grandes mosaicos do brasão imperial em calçamento de pedras portuguesas.

Carta Aberta a Lincoln de Abreu Penna


Prezado jornalista Ancelmo Góis.

Se por um lado não se pode ignorar a mão estendida de uma pessoa, como o descendente de Floriano Peixoto intenciona, por outro não se pode deixar passar os sofismas contidos em sua carta aberta a Dom João. A defesa que faz, tanto de seu ancestral como do regime republicano, é por demais frágil para que se deixe as coisas como estão, e merece a resposta, que deveria ocupar o mesmo espaço na sua coluna.

Caro Prof. Lincoln Peixoto de Abreu Penna.

É surpreendente a sua carta publicada hoje, 10.7.2016 na coluna do Góis, evidentemente em reação a outra matéria recente veiculada pelo próprio Ancelmo, citando as convicções democráticas e monarquistas do D. João de Orleans e Bragança.

O Sr. inicia o seu texto demonstrando incômodo com a onda de intolerância, da mesma forma que muitos o tem feito na mídia ultimamente, principalmente aqueles que sentem abaladas as suas convicções políticas pelo desenrolar dos acontecimentos no Brasil nos últimos anos. Nunca é demais lembrar contudo, que só pode ser saudada a intolerância que a maioria dos brasileiros tem demonstrado em relação à corrupção, às mentiras e à irresponsabilidade dos nossos dirigentes, daqueles que pretensamente nos representam, assim como os eleitores que insistem em defender esses malfeitores. Isso é diferente da tolerância que se deve cultivar para garantir a convivência pacífica entre pessoas e grupos honestos que se diferenciam pela cultura, religião , etnia, filosofias e
até orientação sexual.

Foi com satisfação que li em sua carta a opinião a respeito da necessidade de se "reformar em profundidade o sistema de representação política". Imagino porém que, não abrindo mão de suas convicções, como diz, o Sr. deseja o apoio dos monarquistas para a realização de uma profunda reforma política, desde que esta não resulte na volta do regime parlamentar com um monarca na Chefia de Estado, que é o que estava dando certo por aqui principalmente durante o segundo
reinado.

O Sr. faria melhor se reconhecesse a tragédia a que o seu ancestral conduziu o país. Acredito que Floriano Peixoto, ao contrário de Deodoro, tenha se envolvido com a quartelada de novembro de 1889 levado por um sincero ideal positivista, pregado na Escola Militar naquela época. Acontece que o positivismo não tinha nada de democrático. Ao contrário, defendia abertamente uma ditadura de elite. Não deve ser fácil para o Sr. conviver com a com a noção de ser descendente de um ditador
dos mais sanguinários. Lamento. Por acaso a população brasileira foi consultada antes de se derrubar a monarquia? Não era natural se contar com uma reação armada? Deve ser lembrada como uma vergonhosa mancha na nossa história a matança da guerra civil no sul, desencadeada pelos golpistas de 1889. O que dizer dos enforcamentos e fuzilamentos de jovens cadetes em Anhatomirim? E o que dizer do genocídio de Canudos?

O Império acabou com a escravidão e a república tenta fazer o contrário. Quando que na república houve "incremento de iniciativas democráticas? Em 128 anos tivemos ditaduras, estados de sítio, política café com leite, suicídio de presidente, renúncia de outro, e impeachments. Que mais ainda
querem? Rui Barbosa, republicano de primeira hora, em 1914 já chamara a atenção de que "se no Império o parlamento era uma escola de estadistas,na república virou um balcão de negócios". De lá para cá, parece que a coisa só piorou. Vamos então sim proceder a uma profunda reforma política, e por que não voltar ao que já deu certo?

Atenciosamente,
Bruno Hellmuth
médico no Rio de Janeiro.

LINK ORIGINAL: CMRJ - https://goo.gl/YROHC2

A ABDICAÇÃO DO IMPERADOR DO JAPÃO

Sua Majestade Imperial o Imperador do Japão e seu primogênito, 
Sua Alteza Imperial o Príncipe Herdeiro do Japão.

A Agência da Casa Imperial Japonesa anunciou, na tarde de hoje (horário de Tóquio), que o Imperador Akihito do Japão deseja abdicar em favor de seu primogênito, o Príncipe Herdeiro Naruhito, dentro de alguns anos. A justificativa para essa decisão surpreendente são as idades avançadas e a saúde cada vez mais frágil de Sua Majestade Imperial, de oitenta e dois anos, e de sua augusta esposa, a Imperatriz Michiko, de oitenta e um.

O Imperador Akihito é o 125º Soberano do Japão, em uma linhagem contínua que vai até figuras semi-lendárias, uma vez que os japoneses crêem que seus Imperadores, que atuam como a mais alta autoridade da fé xintoísta, descendem diretamente da divindade mitológica Amaterasu, a deusa do sol.

Justamente por seu status de semideus, é raríssimo que um Imperador do Japão abdique. A última ocorrência foi a do Imperador Kôkaku (1771-1840), que abdicou em 1817, após quase quarenta anos de reinado, alegando, assim como seu atual descendente, que não poderia mais desempenhar suas funções, devido à idade avançada. O processo de abdicação tende a ser longo, pois a atual Constituição Japonesa não prevê tal cenário, de modo que o Parlamento terá de passar uma lei específica para o caso.

O próximo Imperador, o atual Príncipe Herdeiro, já está se preparando para assumir suas funções enquanto Chefe de Estado, e visitou a cidade de Kyoto, junto à sua augusta esposa, a Princesa Herdeira Masako, e filha, a Princesa Toshi, para rezar junto ao túmulo de seu ancestral, o primeiro Soberano do Japão, o Imperador Jimmu, que teria reinado há mais de dois mil e quinhentos anos e morrido aos cento e vinte e seis anos de idade.

Uma vez que, pela lei japonesa, mulheres não podem suceder ao Trono Japonês, o próximo Imperador terá como herdeiro presuntivo seu irmão mais novo, o Príncipe Akishino, seguido pelo filho deste, o Príncipe Hisahito de Akishino, atualmente com nove anos de idade. A Linha de Sucessão tem ainda mais dois nomes: o Príncipe Hitachi, de oitenta anos, irmão do atual Imperador, que não tem filhos; e o Príncipe Mikasa, de cem anos, tio de Sua Majestade Imperial, cujos três filhos homens faleceram sem deixar descendência varonil.

A abdicação do Imperador Akihito é mais uma em uma série que vem ocorrendo nos últimos três anos; começando pelo Papa Bento XVI, pela Rainha Beatrix dos Países Baixos, pelo Rei Albert II dos Belgas e pelo Emir Hamad bin Khalifa do Qatar, em 2013; seguidos pelo Rei Juan Carlos I da Espanha, em 2014. Outros Soberanos, como a Rainha Elizabeth II do Reino Unido, reinando há mais de sessenta anos, e seus primos, a Rainha Margrethe II da Dinamarca e os Reis Carl XVI Gustaf da Suécia e Harald V da Noruega já declararam que pretendem seguir a tradição, reinando até o fim de suas vidas. Na Casa Imperial do Brasil, também há a crença de que o Monarca deve reinar até o fim.

LINK ORIGINAL: CAUSA IMPERIAL - https://goo.gl/zBrNuX

domingo, 10 de julho de 2016

OS GOVERNOS VÃO, A COROA FICA



SOBERANOS REINANTES POR ANTIGUIDADE

1 - Elisabeth II, Rainha da Grã-Bretanha, 1952
2 - Margrethe II, Rainha da Dinamarca, 1972
3 - Carl XVI Gustaf, Rei da Suécia, 1973
4 - Harald V, Rei da Noruega, 1991

Considerados investidos e ou coroados até a década de 90 do século XX.

SOBERANOS DEPOSTOS POR ANTIGUIDADE

1 - Miguel I da Romênia, 1940
2 - Simeão II da Bulgária, 1943
3 - Constantino I da Grécia, 1964

CHEFES DE CASAS REAIS E IMPERAIS POR ANTIGUIDADE

1 - Alexander, Príncipe da Sérvia, 1970
2 - Carl, Duque de Wurtemberg, 1975
3 - Dom Duarte Pio, Duque de Bragança, 1976
4 - Dom Luiz, Príncipe de Orleans e Bragança, 1981
5 - Vittorio Emanuele, Príncipe de Nápoles, 1983
6 - Nikola, Príncipe do Montenegro, 1986
7 - Ernesto Augusto, Príncipe de Hanover, 1987
8 - Maria, Grã-duquesa da Rússia, 1992
9 - Georg Friedrich, Príncipe da Prússia, 1994
10 - Franz, Duque da Baviera, 1996
11 - Jean Christophe, Príncipe Napoleão, 1997
12 - Henri, Conde de Paris, 1999
13 - Carlo, Príncipe de Bourbon das Duas Sicilias, Duque de Castro, 2008
14 - Carlo Xavier, Duque de Parma, 2010
15 - Karl, Arquiduque d´Áustria, 2011
16 - Alexander, Príncipe de Saxe, Margrave de Misnia, 2012

Considerados os títulos de direito.

LINK ORIGINAL: BLOG MONARQUIA JÁ - http://goo.gl/XgIB6

Minha primeira Flip, a crise e o príncipe Dom João



Publicado em 04/07/2016 às 11h01

Minha conversa com D. João (Foto: Pedro Vasquez)

PARATY (RJ) _ Nem o príncipe herdeiro da família imperial brasileira escapou da crise. Este ano, por falta de grana, ele teve que cancelar a tradicional recepção que costuma oferecer em sua casa aos escritores convidados para a Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), mas isso não o impediu de oferecer um almoço, na sexta-feira, a pequeno grupo de amigos, nem arrefeceu seu entusiasmo com o Brasil retratado pelo príncipe-fotógrafo em 12 livros.

Quando recebi o convite, logo pensei em fazer uma entrevista com ele, pois não o conhecia. Queria saber o que pensa o bisneto da princesa Isabel e trineto de Dom Pedro II sobre uma possível volta da monarquia, caso seja convocado, como já andam pedindo, um novo plebiscito sobre o sistema de governo (o último, em que venceu o presidencialismo, foi realizado em 1993). Até fiquei com receio de parecer impertinente, diante da gravidade da situação em que vivemos.

Aos 62 anos, com seu jeitão de surfista veterano, o empresário Dom João Henrique Maria Gabriel Gonzaga de Orléans e Bragança ou, simplesmente, Dom Joãozinho, como é chamado pelo povo de Paraty, veio nos receber no jardim do casarão colonial à beira-mar, e logo espantou meus temores. Sem frescuras nem salamaleques, fomos para a ampla sala de visitas e eu fui direto ao assunto: o que ele acharia da ideia de virar rei do Brasil e assumir o trono?, já que corre este risco, nunca se sabe.

Pois, ao contrário do que eu imaginava, ele não só não me mandou embora como gostou do assunto. "O Brasil vem antes de tudo", foi logo proclamando, sem fugir da raia. "Não sei se você sabe, mas Dom Pedro II morreu pobre. Era tão obcecado pelo Brasil que, quando foi mandado para o exílio após a Proclamação da República, enviou uma carta desejando sucesso ao novo governo e recusando a pensão que queriam lhe pagar. Dom Pedro agradeceu, e explicou que não poderia receber dinheiro do Brasil sem estar servindo ao Brasil"

Homem culto de hábitos simples, sem nenhuma arrogância imperial, como muitos dos nossos políticos, João oferece uma cachaça de fabricação própria, a "Maré Alta" (muito boa),  e se empolga ao falar do último imperador do Brasil. "Minha formação vem daí. Dom Pedro II era um exemplo do que um homem público tem que ser. A família imperial está pronta a servir o Brasil".

Apesar das origens reais, o príncipe se define como republicano à moda das monarquias parlamentaristas europeias, com ideias progressistas, antenado com seu tempo. Com um discurso pronto, caso seja chamado a se manifestar sobre os rumos nacionais, promete "respeito às ideologias, à pluralidade política, à imprensa livre e à democracia".

O almoço já está servido, mas, antes de fazer seu prato, João quer falar mais um pouco. "Acredito na necessidade de se fazer uma reforma política e defendo o voto distrital.  Hoje, com tantos partidos, está havendo muita roubalheira". E ele sabe do que está falando: desde que fez sua primeira viagem ao Xingu, em 1978, não parou mais de viajar pelo Brasil, com dois objetivos: retratar a realidade do nosso País e defender o meio ambiente.

À mesa de dez lugares, nenhum banquete, apenas um almoço frugal: salada de folhas e arroz de frutos do mar.  Para beber, vinho branco chileno e água com hortelã. Os tempos são difíceis até para um príncipe, mas Dom Joãozinho se despede com cara de quem está de bem com a vida.

Diante da pobreza de lideranças políticas que temos por aqui, com o fracasso dos sucessivos sistemas de governo testados na República, dos primeiros marechais até chegarmos a esse falido presidencialismo de coalização (ou de cooptação), talvez não seja má ideia pensarmos de novo na monarquia. Por que não? Um bom candidato a rei nós já temos...

LINK ORIGINAL: R7 - http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/minha-primeira-flip-a-crise-e-o-principe-dom-joao/2016/07/04/

quarta-feira, 6 de julho de 2016

O desarmamento é um sucesso


06.07.2016

Em 2014, 59.627 homicídios registrados no Brasil. Alagoas tem a maior taxa. Creio que a ironia contida no título deste artigo seja clara. O problema é quando algo assim é publicado como sendo uma verdade. É quase inacreditável, mas acontece com uma frequência assustadora.

*Bene Barbosa

Por mais que alguns sociólogos tentem subverter a realidade, dando-lhe um tom ameno com o discurso do "podia ser pior", a realidade é que no Brasil os bandidos continuam tendo fácil acesso ao ferramental necessário para o cometimento de seus crimes. Enquanto 600 mil pessoas caíram no conto do "entregue sua arma para ficar mais seguro" e 90% das lojas que vendiam armas fecharam no Brasil, os homicídios bateram todos os recordes históricos, em especial na região Nordeste, exatamente onde, há menos armas registradas e, também, onde houve maior participação da população nas tais campanhas de entrega voluntária de armas.

De acordo com o Atlas da Violência 2016, que comparou os homicídios de 2004 até 2014, exatamente os anos sob a vigência do malfadado Estatuto do Desarmamento, tivemos um crescimento substancial dos assassinatos em 19 estados e a redução, em sua maioria pouco significativa, em apena oito entes da Federação. Oras, como dizer que a lei vigente sobre armas e munições, uma legislação federal, só fez algum efeito na minoria dos estados? Impossível afirmar isso.
Dos estados com alguma redução - redução essa que se deve única e exclusivamente às políticas de segurança pública e a fatores locais, não havendo qualquer possibilidade séria de se relacionar ao Estatuto do Desarmamento - estão São Paulo e Rio de Janeiro com reduções de 52,4% e 33,3%, respectivamente. Por serem os estados mais populosos, óbvio ululante, tais quedas se refletiram na média nacional. Disto para dizer que o Estatuto do Desarmamento salvou milhares de vidas há uma distância intransponível dentro de qualquer honestidade de avaliação.
No nordeste, como eu já afirmei, onde há o menor número de armas registradas, onde houve a maior participação e empenho nas campanhas de desarmamento, dos seis estados com crescimento de mais de 100% nas taxas de homicídios, todos estão na região. Alagoas possuiu hoje a inaceitável taxa de 63,3 homicídios por 100 mil habitantes o que lhe confere, desde 2006, a primeira colocação nesse trágico ranking. Pergunto aos amigos alagoanos, entre eles o querido Luís Vilar: e o tal ônibus do desarmamento fez o que além de consumir verba pública? Está na hora do governo embarcar em um ônibus chamado realidade, isso sim!
Além de tudo, temos o Rio Grande do Norte com mais de 300% de crescimento em suas taxas, Maranhão com mais de 200%, o cidadão desarmado, refém dos criminosos e da ineficácia do Estado. Os criminosos armados com o mais sofisticado e potente tipo de armamento e, mesmo assim, de acordo com muitos jornalistas e "especialistas", o desarmamento é um sucesso. Afirmar isso não é ironia, é desonestidade pura e simples.+

Bene Barbosa é especialista em segurança pública, presidente do Movimento Viva Brasil e 
coautor do livro "Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento".

LINK ORIGINAL: http://goo.gl/8OrOyx

terça-feira, 5 de julho de 2016

DOM LUIZ – 35 ANOS NA CHEFIA DA CASA IMPERIAL DO BRASIL


“Meu Pai deu ao Brasil o exemplo, não tão frequente em nosso País e em nossos dias quanto seria de desejar, de um chefe de família modelar, que com sua esposa, minha Mãe a Princesa D. Maria da Baviera de Orleans e Bragança, nos ensinou – a mim e aos meus onze irmãos e irmãs – que nós, mais ainda do que quaisquer outros brasileiros, temos pesadas obrigações para com a Pátria, e devemos estar sempre dispostos a servi-la em qualquer campo e em qualquer momento que isso nos seja pedido.”

– S.A.I.R. o Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, em sua famosa “Carta aos Constituintes de 1987”.

O dia de hoje marca o 35º aniversário da ascensão de S.A.I.R. o Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança à posição de Chefe da Casa Imperial – e, portanto – Imperador “de jure” do Brasil, em decorrência do passamento de seu Pai, S.A.I.R. o Príncipe Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança (1909-1981).

Ao longo dos sessenta anos em que foi Chefe da Casa Imperial do Brasil, tendo sucedido diretamente à sua venerável avó, a Princesa Dona Isabel, a Redentora, o Príncipe Dom Pedro Henrique soube encarnar os valores da Monarquia Brasileira, além de dar o exemplo enquanto pai de família e homem cristão exemplar.

No período em que ainda vigorava a Cláusula Pétrea, infame dispositivo constitucional que punha os monarquistas fora da lei, o Príncipe Dom Pedro Henrique conseguiu ter, ainda no exílio e já vivendo no Brasil, uma ação discreta, porém catalisadora, que manteve acesa a chama dos ideais monárquicos, inspirando o surgimento de grupos monarquistas em todo o País.

Quando herdou a Chefia da Casa Imperial, o Príncipe Dom Luiz pôde colher os frutos da atuação fecunda de seu Pai, que resultou em um verdadeiro renascer da causa monárquica. E Sua Alteza logo deu início à sua própria atuação em prol da Restauração da Monarquia, demonstrando a mesma firmeza de ideais e preparo para servir à Nação de seu progenitor e antecessor.

Em 7 de setembro de 1987, Dia da Independência, o Príncipe Dom Luiz enviou uma carta aos membros da Assembléia Nacional Constituinte, que elaboravam a nova Constituição, e expôs o quanto seria injusto e antidemocrático que se mantivesse a Cláusula Pétrea contra os monarquistas, em um momento em que até mesmo os comunistas mais extremados recebiam anistia política.

Com a queda da Cláusula Pétrea, resultado direto da carta, logo foi convocado o plebiscito, para 1993, em que o povo brasileiro decidiria entre a República e a Monarquia – uma promessa feita pelo governo provisório, logo após o golpe de 15 de novembro de 1889, mas que demoraria cento e quatro anos para ser cumprida.

A iniciativa do plebiscito não foi do Príncipe Dom Luiz, que nunca teve ilusões acerca de um pleito organizado, às pressas, pelas autoridades republicanas; mas Sua Alteza aceitou sua realização, ainda que naquelas condições tão desfavoráveis, e trabalhou pela difusão do ideário monárquico pelo Brasil todo. Para não nos estendermos no assunto, basta dizer que as grandes dificuldades não foram suficientes para sepultar a ideia da Monarquia; a causa monárquica obteve 13% dos votos válidos, uma derrota honrosa, que significou uma vitória moral, após um século de perseguição e propaganda enganosa da República.

Mesmo após a realização do plebiscito, ninguém ousou dizer que o regime republicano estava legitimado no Brasil, pois era evidente o quanto o pleito havia sido fraudado. Entrementes, continuou a atuação monarquista, centrada nas sábias diretrizes, muito mais sociais do que políticas, do Príncipe Dom Luiz, que, contrário à formação de um partido monarquista, sempre preferiu uma atuação cultural – no mais amplo sentido da palavra.

Ainda hoje, é comum Sua Alteza ser procurado por pessoas e meios de comunicação de todo o País, interessados em saber seu posicionamento acerca dos mais variados assuntos da atualidade. Isso ocorre porque, graças ao sábio e diligente trabalho do Príncipe Dom Luiz, ao longo desses últimos trinta e cinco anos, o monarquismo se transformou em um verdadeiro pólo de pensamento, além de uma referência ideológica e cultural obrigatória, não só para os monarquistas, como para muitos republicanos.

Infelizmente, o nosso querido Brasil se encontra no momento de maior decadência de sua história. A imoralidade tomou conta da República e só se encontram desânimo e desesperança em nossas instituições – com raríssimas e honradas exceções. No entanto, o Príncipe Dom Luiz, nosso Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo “de jure”, e o ideal que Sua Alteza representa pairam acima de toda essa baixaria, constituindo uma autêntica e brilhante reserva moral para nossa Nação, uma certeza de que dias melhores virão – e isso pode estar muito mais próximo de acontecer do que parece.

E, graças a Deus, está assegura a sucessão Imperial. Após o Príncipe Dom Luiz, a quem agouramos mais muitos anos de vida e atuação fecunda, temos seus irmãos, o Príncipe Imperial Dom Bertrand e o Príncipe Dom Antonio, e seu sobrinho, o jovem Príncipe Dom Rafael. Quatro Príncipes com quem a Divina Providência nos abençoou, nesta quadra tão decisiva de nossa história. A Monarquia nunca envelhece, pois se renova a cada geração. E essa é, justamente, a nossa grande força!

DEUS SALVE O IMPERADOR!

LINK ORIGINAL: PRÓ MONARQUIA - https://goo.gl/OTMwfo