quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

A AMÉRICA COROADA

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Libertadores da América espanhola

"É preciso não esquecer que tanto a América Inglesa como a Espanhola só adotaram a forma republicana por lhes faltar a matéria prima da Monarquia: o elemento dinástico.

Monarquista era o grande Hamilton «considerado com justiça o fundador da nação Americana» (Goldwin Smith, in American Statesmen). Monarquista era Rivadávia, «o único governante depois de Washington, que marcou na América o mais alto nível do homem de governo de um povo livre» (Mitre, San Martin, 2ª ed.Tomo I, pág 104).

Monarquista era Belgrano, San Martin e o próprio Bolívar; era o grupo mexicano do «plano de Iguala» com Iturbide á frente."

"O dever dos Monarchistas - carta ao Almirante Jaceguay", Joaquim Nabuco

PARLAMENTARISMO MONÁRQUICO X PARLAMENTARISMO REPUBLICANO

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“A grande, ou maior, vantagem da Monarquia Parlamentar é uma maior representatividade, comparada com a República Presidencialista. O Parlamentarismo é somente autêntico na Monarquia, porque, numa República Parlamentar, pode acontecer, como aconteceu recentemente em Portugal e há algum tempo atrás na França, de uma verdadeira ‘esquizofrenia’ entre a Chefia de Estado e a Chefia de Governo: o Presidente da República era de um partido, e o Primeiro Ministro era de outro.

O resultado é que, nesse Governo, o Presidente da República quer derrubar o Primeiro Ministro, ou vice-versa, vencendo as próximas eleições, ou mesmo derrubando o Gabinete. E quem sofre nessa disputa é a Nação.”

Sua Alteza Imperial e Real Príncipe Dom Bertrand, Príncipe Imperial do Brasil, segundo na Linha de Sucessão ao Trono Brasileiro.

A MONARQUIA IDEALIZADA

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“O ideal seria que o Regime tivesse algo de Monárquico, algo de Aristocrático e algo de Democrático, com um Senado vitalício, uma Câmara dos Deputados eleita a cada quatro ou cinco anos, um Judiciário e um Legislativo independentes, e um Executivo exercido por um Primeiro Ministro, indicado pelo Soberano, de acordo com a maioria parlamentar do momento. Além do Poder Moderador, que era algo genial que a nossa Constituição do Império tinha, e que outros Países, como a França, quiseram copiar.”

- Sua Alteza Imperial e Real Príncipe Dom Luiz, Chefe da Casa Imperial e Defensor Perpétuo do Brasil.

Lembrem-se, Governos vão e vêm, mas o Estado é perene. Portanto, o Brasil precisa ser representado com dignidade. Dignidade que pode ser encontrada apenas em nossos nobres Príncipes e Princesas, os legítimos descendentes e herdeiros Dinásticos de nossos Imperadores.

CURIOSIDADES SOBRE O MAGNÂNIMO



  • Almoçava as 9 da Manhã e jantava as 16h. Comia depressa, o que irritava seus camaristas;
  • Na sua dispensa não podia faltar: mangas, laranjas, ananazes, pêssegos, cambucás, limão e coco da Bahia, marmelo, melância, melão e banana. Para os comensais do Palácio: peixe, muito peixe, camarão e ostras;
  • Jamais sentava à mesa sem fazer o sinal da cruz antes das refeições. Era educado, polido e dado a cordialidades, mesmo com criados;
  • Não admitia distúrbios: "Não admito populaça em ar de ameaças" disse o Imperador na Revolta do Vintém;
  • Não cedia em suas convicções. Teimoso na firmeza de suas atitudes;
  • Não dava a importância a pratos requintados, preferia a alimentação simples, não dispensava a canja e os bifes «à milanesa»;
  • Gostava de Champanha e Vinhos Importados;
  • Era adepto da Água de Colónia, todos os meses ganhava um vidro do perfume;
  • Comia doces de forma exagerada;
  • Jogava bilhar. Lia jornais e conversava com os camaristas e amigos
  • Tinha um cacoete: durante uma conversa, sempre intercalava a seguinte frase: "Homem! Eu te digo...";
  • Quando passava mal do estômago, usava e abusava do Carbonato de Magnésia, segundo depreende as receitas do seu amigo e médico, o Conde da Mota Maia. Que certa vez prescreveu 240g do aludido carminativo, "aromatizado com hortelã e corado brandamente com carmim";
  • Não fumava e nem consentia que fumassem em sua presença, embora o "puro Havana" fosse apreciado pelos comensais do Palácio;
  • Era conhecida a sua aversão a cachorrinhos;
  • Sabe-se que durante 50 anos nunca, ninguém ouviu sair de sua boca "palavra ofensiva";
  • Seus alfaiates eram Durocher, Claudino e Vitório;
  • Tinha obsessão em gastos em dinheiro. Mas aconselhava comprar coisas de qualidade, para não se pagar duas vezes. Ao ponto de certa vez criar problemas a Câmara Municipal que recebeu dele a seguinte missiva: "Sua Majestade, faz questão de saber quem pagou as carruagens que levou a Família Imperial, da estação a Cidade. Se foi pago pela Câmara, então Sua Majestade faz questão de devolver o dinheiro...";
FONTES:
  1. TEIXEIRA, Múcio - O Negro da Quinta Imperial. Ed.Jornal do Brasil, Rio de Janeiro 1927, página 223;
  2. DELGADO, Alexandre Miranda - O Imperador Magnânimo;
  3. RIBEIRO, João - História do Brasil, 13ª Edição, Rio de Janeiro, 1921, pagina 235;
  4. BRAGANÇA, Dom João de Orleans e Bragança, Caderno B, Jornal do Brasil 10 de Maio de 1980;
  5. MOUTA, Daniel Zumelzu - Memórias e Anotações do Império, 1998;
  6. FREITAS, Benedicto - Santa Cruz " Fazenda Jesuítica, Real e Imperial" Volume III Império Rio de Janeiro 1987.

INTERESSES DA PÁTRIA SEMPRE À FRENTE


Uma tremenda crise financeira assoberbava o País, em 1858.

Apareceram então no “Jornal do Comércio” alguns artigos tratando de economia política, assinados sob o pseudônimo de “Veritas”, nos quais se patenteava a competência do seu autor. O Imperador encarregou o presidente do Conselho de Ministros, Limpo de Abreu, de indagar quem era o autor desses artigos, e convidá-lo a assumir a pasta da Fazenda.

Dois dias depois, durante o despacho ministerial, o Imperador perguntou pelo resultado da incumbência, ao que o ministro comentou:
-- Se Vossa Majestade soubesse quem é o “Veritas”...
-- Basta! Já sei, já sei... Bem vejo que os senhores não me conhecem.

Sr. Presidente do Conselho, quando lhe confiei essa delicada missão, eu já sabia que “Veritas” é o pseudônimo do Dr. Francisco de Salles Torres Homem, o Timandro, autor do “Libelo do Povo”, livro onde eu, minha mulher e minhas filhas somos cruelmente tratados.

Mas eu não posso colocar os meus sentimentos pessoais acima dos interesses do meu povo.

Atravessamos uma crise econômica e financeira das mais agudas, e esse homem parece dispor dos meios para atenuá-la, senão vencê-la. Vá convidá-lo em meu nome a vir à minha presença.

No dia seguinte, a pasta dos negócios da Fazenda era confiada à competência do violento panfletário. Ao apresentar-se ao Imperador, e tornando-se ministro, teria declarado:
-- Senhor, para os grandes crimes, as grandes expiações...

A imprensa da oposição foi implacável com o seu correligionário da véspera, que no entanto resolveu em pouco tempo o complicado problema financeiro.

Vendo-o diariamente batido pelos amigos e invejosos, que não lhe perdoaram o fato de ter posto o seu grande talento e aptidões a serviço da Pátria, o Imperador foi de uma generosidade além das próprias ambições do novo estadista: deu-lhe o título de Visconde de Inhomirim, mandou nomeá-lo depois ministro plenipotenciário e enviado extraordinário junto a uma das mais brilhantes cortes europeias, e na primeira oportunidade escolheu-o para o cargo vitalício de senador do Império.

Revivendo o Brasil Império.

ESTABILIDADE E CONTINUIDADE


A estabilidade dos poderes do Estado é um postulado da ordem social e da justiça, como a continuidade de orientação governativa é indispensável ao prosseguimento de uma obra ou ao cumprimento de uma missão nacional.

Se o Poder muda continuamente de mãos sem uma orientação superior estável, quebra-se a continuidade necessária. Ora é isto o que acontece na normalidade republicana.

Quer os Governos, quer os Parlamentares, quer o Presidente, estão sujeitos periodicamente e a curto prazo às mais imprevistas e súbitas mutações dependentes das contingências eleitorais.

No sistema republicano não existe nenhum órgão, nenhuma instituição, que represente a continuidade da Pátria. Todos os poderes são caracterizadamente políticos, na origem, nas funções, no significado e, como tal, inconstantes e instáveis como a opinião pública de onde provêm.

Na Monarquia, a instituição dinástica identifica-se com a perenidade da Pátria. A continuidade assegura-se supra-Governos, num plano perfeitamente compatível com as naturais oscilações políticas. Eis por que a Realeza permite conciliar a estabilidade com a liberdade, a continuidade com as substituições das equipes governamentais e a renovação dos métodos e das ideias no Governo.

O Poder republicano pode estabilizar-se e permanecer demoradamente, é certo, mas o faz, em geral, negando o ajuste eleitoral.

Essa permanência assume, então, todo o aspecto de uma imobilidade política, com prejuízo da liberdade popular e dos direitos cívicos.

Conforme fica anotado, a prolongada duração de um governo republicano não tem analogia válida com a continuidade que a Realeza estabelece. Devemos estar precavidos confusões que neste ponto se levantam.”

Mário Saraiva, em “Razões Reais

UM ORLEÁNS E BRAGANÇA EM LONDRES

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No Imperial War Museum no Canadá, existe um quadro a óleo do Principe Dom Antônio de Orleáns e Bragança (Antoine Orleán-Braganza) filho mais novo da Princesa Isabel. Nascido em 1881 no Rio de Janeiro.

Após a Proclamação da República, Dom Antônio, serviu no Exército Imperial e Real da Austria-Hungria, quando houve a Primeira Guerra Mundial, solicitou educadamente a dispensa do Exército Austríaco ante ao Imperador Francisco José (que era amigo de Dom Pedro II), e pôs-se a servir o lado dos Aliados, pelo Reino Unido, uma vez que a França, não permitia membros da casa real francesa, a servir no exército.

Comandante da Brigada de Cavalaria Canadense.

Antônio, sai da guerra ileso, apesar de correr inúmeros riscos. Morreu em um exercício aéreo em Edmonton, foi enterrado na Capela Real dos Orleáns em Dreux.

Ganhou a Cruz de Honra do Exército Britânico. Na ordem do dia de 1917 ele foi lembrado:

"Filho de Gastão de Orleans e "Isabella" Princesa Imperial do Brasil - Military Cross, London Gazette, # 30234, datada de 16 de agosto de 1917, "Para notável bravura e devoção ao dever. Conforme Inteligência Policial, ele observou a posição do inimigo de perto. Finalmente ele chegou a 400 metros do inimigo à luz do dia, e embora sob fogo pesado, continuou suas observações e informações obtidas que era o valor máximo ". Légion d'honneur (Chevalier), London Gazette # 31736 de 16 de Janeiro de 1920."

Grã-Cruz de todas as Ordens Imperiais do Brasil, da Ordem de Cristo, por Portugal, do Mérito pela Bulgária, Carlos III da Espanha, e Grã-Cruz da Ordem do Sol Nascente, do Japão.

Fontes: Barman, Roderick J. (2002). Princess Isabel of Brazil: gender and power in the nineteenth century. Wilmington, Delaware: Scholarly Resources.