segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

JÁ OUVIU FALAR NA CIDADE DE BRAZIL, EM INDIANA (EUA)?

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Brazil é uma pequena cidade no meio-oeste americano. Fundada em 1866, seu nome foi escolhido por conta do Brasil, então Império do Brasil, estar bastante em evidência nos jornais da época.

Por volta de 1840, o correio americano exigiu que os donos da fazenda que deu origem à cidade escolhessem um nome para a propriedade ou a correspondência não seria mais entregue.

Os proprietários da fazenda que, anos depois, viria a se tornar a cidade, decidiram dá-la o nome de Brazil, em homenagem ao país que, à época, era assunto de muitas notícias que chegavam aos EUA. Foi uma notícia sobre a cidade de Ouro Preto, intitulada por um jornal como "City of Brazil", que despertou a atenção de um dos donos da fazenda, que sugeriu o nome à propriedade - em 1956, aliás, ciente dessa história, o Brasil resolveu doar ao município uma réplica do histórico Chafariz dos Contos (localizado em Ouro Preto e construído em 1745), como símbolo de amizade.

Brazil virou Brazil por acaso, mas logo tornou-se um importante centro produtor da região. Primeiro graças ao carvão: no final do século 19, a cidade tinha 24 minas, 2.500 mineiros e nada menos que treze ferrovias. Depois, por causa do barro: os tijolos feitos ali eram tão resistentes que serviram até para a primeira pavimentação da célebre pista de corrida de Indianápolis, na vizinha capital do Estado, onde acontece a Fórmula Indy (aliás, é um piloto brasileiro, Helio Castro Neves quem mais venceu as 500 milhas de Indianápolis até hoje). A cidade chegou a ter 11 fábricas de cerâmica. Naquela época, Brazil era rica, famosa e promissora.

A partir de 1930, contudo, Brazil começou a decair. Por conta da Grande Depressão, muitas famílias começaram a se mover para outros Estados em busca de emprego. As fábricas de argila e cerâmica que antes produziam tubulações de água e saneamento, além de utilidades domésticas para todos os EUA, foram desbancadas pelo surgimento do plástico. O carvão se extinguiu e a cidade que crescia a cada ano, foi esvaziando-se. Brazil, que já chegou a ter 40 mil habitantes, hoje conta com menos de 10 mil.

Desde então, Brazil se encontra na mesma difícil situação. Há poucas coisas em comum entre Brazil e o Brasil, fora o nome e o Chafariz dos Contos: não vivem brasileiros na cidade e, aparentemente, ninguém lá fala português. O futebol não é o esporte preferido dos cidadãos, mas a decadência, as dificuldades econômicas e a memória de um passado melhor, são comuns aos dois brasis. Nesse sentido, Brazil infelizmente virou um espelho do Brasil de hoje.

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À esquerda, o Chafariz dos Contos de Brazil, Indiana (EUA) e, à direita, o Chafariz dos Contos original, de Ouro Preto, Minas Gerais.

LINK ORIGINAL: DIGA SIM À MONARQUIA - https://goo.gl/AZGj5x

EDUCAÇÃO PRINCIPESCA

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S.A.I. o Príncipe Dom Pedro Henrique e família

Todas as circunstâncias do dia-a-dia, na fazenda onde viviam ou na cidade, eram ocasião para SS.AA.II.RR. o Príncipe Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança, então Chefe da Casa Imperial do Brasil, e sua esposa, a Princesa Consorte do Brasil, Dona Maria da Baviera de Orleans e Bragança, formarem seus doze filhos e filhas como autênticos Príncipes e Princesas.

Conta o primogênito do saudoso casal, S.A.I.R. o Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, atual Chefe da Casa Imperial do Brasil, que com freqüência, quando ele e seus irmãos eram meninos, eram levados pela sua mãe para passeios nas ruas do Rio de Janeiro ou de Jacarezinho (norte do Paraná). Acontecia, não raras vezes, que os Principezinhos vissem outras crianças que saíam com suas mães de sorveterias ou confeitarias, tomando, pelas ruas, sorvetes ou saboreando doces. Era, então, normal – crianças são crianças! – que pedissem à sua mãe que também lhes comprasse uma guloseima.

– Mamãe – recorda o Príncipe Dom Luiz – às vezes nos atendia, e nos dava o sorvete ou doce pedido. Mas também às vezes não nos atendia, e aproveitava a ocasião para nos dar uma lição para a vida inteira.

– Não, não vou lhes comprar hoje sorvete. Isso por uma razão: é que vocês precisam compreender que não são meninos comuns que podem tomar sorvete a qualquer hora, quando bem entendem. Vocês são Príncipes, têm uma missão histórica muito importante em relação à sua Pátria, e precisam estar preparados para fazer grandes sacrifícios para cumprir essa missão. Se vocês, quando meninos, não são capazes de se privar de um sorvete, quando chegar a hora de fazerem grandes atos de abnegação pelo Brasil, como poderão estar à altura das circunstâncias?

S.A.I.R. o Príncipe Imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, terceiro filho do casal, recorda o mesmo fato e acrescenta:

– Mamãe nos dizia: hoje vocês não entendem por que eu faço isso; mas um dia entenderão e me agradecerão por não lhes ter comprado o sorvete.

- Baseado em trecho do livro “Dom Pedro Henrique – O Condestável das Saudades e da Esperança”, do Prof. Armando Alexandre dos Santos.


Foto: SS.AA.II.RR. o Príncipe Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, sua esposa, a Princesa Consorte do Brasil, Dona Maria da Baviera de Orleans e Bragança, e seus três filhos mais velhos, S.A.I.R. o então Príncipe Imperial Dom Luiz do Brasil (centro), e SS.AA.RR. os Príncipes Dom Eudes (esq.) e Dom Bertrand (dir.), em 1941, ainda no exílio na França.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

OS BENEFÍCIOS DE SE TER UM MONARCA

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Tem ficado cada vez mais evidente, graças ao fracasso retumbante que vem sendo a República no Brasil, que a Monarquia Constitucional é o regime que melhor se adéqua à índole do povo brasileiro e que poderá criar as condições necessárias para solucionarmos os problemas que afligem o nosso País.

Sendo assim, listamos os 5 principais benefícios de se ter um Monarca:

1. O Imperador será como o pai de toda a Nação, estando sempre atento aos anseios do povo e cuidando para que estes sejam ouvidos pelos governantes eleitos;

2. Com o Poder Moderador, o Imperador irá velar constantemente sobre o funcionamento e harmonia dos demais três Poderes, inibindo quaisquer más-tendências por parte dos homens e mulheres públicos, pois será independente de qualquer partido político ou grupo de interesse;

3. Reinando até o fim da vida e já participando dos assuntos de Estado mesmo antes de ascender ao trono, o Soberano será capaz de garantir a continuidade de projetos de longo prazo, em benefício da população, mesmo que diferentes colorações político-partidárias se alternem no poder ao longo de seu reinado;

4. Justamente devido ao caráter vitalício e hereditário da Monarquia, com a Família Imperial perpetuamente a serviço da Pátria e os Príncipes e Princesas sendo preparados desde a infância para assumir as responsabilidades do Monarca, também estarão garantidas a estabilidade e o bom funcionamento de nossas instituições, que servirão aos interesses do povo, não de partidos;

5. E, mais importante, o Imperador servirá de exemplo e norte moral para todos os brasileiros, espelhando as melhores qualidades da nossa gente, assim solucionando a grave crise na qual o Brasil hoje se encontra; crise esta que, antes de ser política ou econômica, é, sobretudo, moral.

MOEDAS DO BRASIL

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R - REAL - RÉIS

Originada no período Colonial por influência do monetário português, não se tratava de uma moeda genuinamente brasileira. Nessa época não era usual uma notação para simbolizar uma moeda. O símbolo "R" foi introduzido por nossa conta para diferenciar das moedas de réis já oficializadas no Brasil.

Rs - MIL-RÉIS - MIL-RÉIS

R 1.000 = Rs 1$000
08.10.1833

Já popularmente adotada como unidade monetária brasileira, o mil-réis foi oficializado em 08.10.1833 através da Lei 59, assinada no 2°. Império, pela Regência Trina durante a menoridade de D.Pedro II. Essa Lei reorganizou, sob vários aspectos, o Sistema Monetário Brasileiro. Mil-réis passou a designar a unidade monetária e réis os valores divisionários.

Na mesma época ficou conhecido o conto de réis, tratando-se do montante equivalente a 1 milhão de réis, ou mil mil-réis.

Rs 1:000$000 = 1 conto de réis = 1000 mil-réis = 1 milhão de réis.

A notação "Rs" era utilizada mais como uma abreviação de réis do que propriamente um símbolo do padrão monetário.

Cr$ - CRUZEIRO - CRUZEIROS

Rs 1$000 (1 mil-réis) = Cr$ 1,00 (BRZ - código ISO4217)
01.11.1942

O Decreto-lei nº 4.791, de 05.10.1942 (D.O.U. de 06.10.42), instituiu o CRUZEIRO como unidade monetária brasileira, com equivalência a um mil-réis. Foi criado o centavo, correspondente à centésima parte do cruzeiro.

Extinção dos centavos

Cr$ 1,00 = Cr$ 1
02.12.1964

A Lei nº 4.511, de 01.12.1964 (D.O.U. de 02.12.64), extinguiu a fração do cruzeiro denominada centavo.

NCr$ - CRUZEIRO NOVO - CRUZEIROS NOVOS

Cr$ 1.000 = NCr$ 1,00 (BRB - código ISO4217)
13.02.1967

O Decreto-lei nº 1, de 13.11.1965 (D.O.U. de 17.11.65), regulamentado pelo Decreto nº 60.190, de 08.02.1967 (D.O.U. de 09.02.67), instituiu o Cruzeiro Novo como unidade monetária transitória, equivalente a um mil cruzeiros antigos, restabelecendo o centavo. O Conselho Monetário Nacional, pela Resolução nº 47, de 08.02.1967, estabeleceu a data de 13.02.67 para início de vigência do novo padrão.

Cr$ - CRUZEIRO - CRUZEIROS

NCr$ 1,00 NCr$ = Cr$ 1,00 (BRB - código ISO4217, o mesmo do cruzeiro novo)
15.05.1970

A Resolução nº 144, de 31.03.1970 (D.O.U. de 06.04.70), do Conselho Monetário Nacional, restabeleceu a denominação CRUZEIRO, a partir de 15.05.1970, mantendo o centavo.
Extinção dos centavos

Cr$ 1,00 = Cr$ 1
16.08.1984

A Lei nº 7.214, de 15.08.1984 (D.O.U. de 16.08.84), extinguiu a fração do Cruzeiro denominada centavo.

Cz$ - CRUZADO - CRUZADOS

Cr$ 1.000 = Cz$ 1,00 (BRC - código ISO4217)
28.02.1986

O Decreto-lei nº 2.283, de 27.02.1986 (D.O.U. de 28.02.86), posteriormente substituído pelo Decreto-lei nº 2.284, de 10.03.1986 (D.O.U. de 11.03.86), instituiu o CRUZADO como nova unidade monetária, equivalente a um mil cruzeiros, restabelecendo o centavo. A mudança de padrão foi disciplinada pela Resolução nº 1.100, de 28.02.1986, do Conselho Monetário Nacional.

NCz$ - CRUZADO NOVO - CRUZADOS NOVOS

Cz$ 1.000,00 = NCz$ 1,00 (BRN - código ISO4217)
16.01.1989

A Medida Provisória nº 32, de 15.01.1989 (D.O.U. de 16.01.89), convertida na Lei nº 7.730, de 31.01.1989 (D.O.U. de 01.02.89), instituiu o CRUZADO NOVO como unidade do sistema monetário, correspondente a um mil cruzados, mantendo o centavo. A Resolução nº 1.565, de 16.01.1989, do Conselho Monetário Nacional, disciplinou a implantação do novo padrão.

Cr$ - CRUZEIRO - CRUZEIROS

NCz$ 1,00 para Cr$ 1,00 (BRE - código ISO4217)
16.03.1990

A Medida Provisória nº 168, de 15.03.1990 (D.O.U. de 16.03.90), convertida na Lei nº 8.024, de 12.04.1990 (D.O.U. de 13.04.90), restabeleceu a denominação CRUZEIRO para a moeda, correspondendo um cruzeiro a um cruzado novo. Ficou mantido o centavo. A mudança de padrão foi regulamentada pela Resolução nº 1.689, de 18.03.1990, do Conselho Monetário Nacional.

CR$ - CRUZEIRO REAL - CRUZEIROS REAIS

Cr$ 1.000,00 = CR$ 1,00 (BRR - código ISO4217)
01.08.1993

A Medida Provisória nº 336, de 28.07.1993 (D.O.U. de 29.07.93), convertida na Lei nº 8.697, de 27.08.1993 (D.O.U. de 28.08.93), instituiu o CRUZEIRO REAL, a partir de 01.08.1993, em substituição ao Cruzeiro, equivalendo um cruzeiro real a um mil cruzeiros, com a manutenção do centavo. A Resolução nº 2.010, de 28.07.1993, do Conselho Monetário Nacional, disciplinou a mudança na unidade do sistema monetário.

R$ - REAL - REAIS

2.750,00 CR$ = R$ 1,00 (BRL - código ISO4217)
01.07.1994

A Medida Provisória nº 542, de 30.06.1994 (D.O.U. de 30.06.94), instituiu o REAL como unidade do sistema monetário, a partir de 01.07.1994, com a equivalência de CR$ 2.750,00 (dois mil, setecentos e cinqüenta cruzeiros reais), igual à paridade entre a URV e o Cruzeiro Real fixada para o dia 30.06.94. Foi mantido o centavo.

Como medida preparatória à implantação do Real, foi criada a URV – Unidade Real de Valor – prevista na Medida Provisória nº 434, publicada no D.O.U. de 28.02.94, reeditada com os números 457 (D.O.U. de 30.03.94) e 482 (D.O.U. de 29.04.94) e convertida na Lei nº 8.880, de 27.05.1994 (D.O.U. de 28.05.94).

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Um pouco mais da história dos festejos pela Abolição promovidos pela imprensa

MISSA 2

No dia 12 de de maio de 1888, quatro dias após a apresentação na Câmara pelo ministro Rodrigo Silva(identificado na foto – número 11) do projeto para o fim da escravidão no Brasil, representantes dos periódicos Jornal do Commercio, Cidade do Rio, Diário de Notícias, Revista Illustrada, A Epoca, Gazeta da Tarde,  Novidades, Apóstolo e Gazeta de Notícias decidiram promover festejos populares para celebrar a iminente promulgação da Lei Áurea. Reuniram-se com colegas de outros jornais no Clube de Esgrima e Tiro, localizado na rua São Francisco de Paula, n°22, e formaram a Comissão Central da Imprensa Fluminense(Gazeta de Notícias, edição de 13 de maio de 1888). José do Patrocínio, representando o jornal O Paiz, participou do encontro.

No dia seguinte, 14 de maio, em uma segunda reunião realizada no Clube de Esgrima e Tiro, foi nomeada a diretoria da Comissão Central da Imprensa Fluminense. Foi formada pelos redatores- chefes dos principais jornais: João Carlos de Souza Ferreira, do Jornal do Commercio, na direção; José Ferreira de Souza Araujo, da Gazeta de Notícias, na vice-diretoria; e como primeiro e segundo secretários Demerval da Fonseca, da Gazeta de Notícias; e Fernando Mendes de Almeida, do Diário de Notícias, respectivamente. A tesouraria ficou a cargo de Henrique Villeneuve, do Jornal do Commércio; e de Artur Azevedo, da A Estação.

As festas promovidas pela Comissão começaram com a missa campal no dia 17 e terminaram no dia 20 com a queima de fogos de artifício em diversos pontos da cidade(Gazeta de Notícias, edição de 15 de maio de 1888).  Mais um baile foi programado para o dia 19 à noite, na praça da Aclamação, atual Campo de Santana.

A fim de envolver toda a população do Rio de Janeiro nos festejos, a Comissão Central da Imprensa Fluminense publicou pedidos nos jornais para que todos os moradores da cidade se empenhassem na iluminação e na ornamentação das ruas e para que os estabelecimentos comerciais fechassem durante as festas.

Convocou também mestres de obras para a construção de coretos e arquibancadas. Comerciantes doaram dinheiro para a realização das festas. O Sport Club pôs à disposição da comissão a arrecadação do páreo 13 de maio de 1888 e artistas se encarregaram dos fogos de artifício. O importante cenógrafo Frederico de Barros ofereceu seus serviços à comissão.

Enfim, toda a cidade participou da celebração da Lei Áurea.

Além de organizar os festejos, a Comissão Central da Imprensa Fluminense decidiu publicar um jornal especial, intitulado A Imprensa Fluminense, que foi o único a ser distribuído no dia 21 de maio de 1888.

Essas comemorações promovidas pela imprensa fluminense, e as fotografias de Antônio Luiz Ferreira sobre os vários eventos em torno do mais importante acontecimento histórico no Brasil, após a proclamação da Independência, são fundamentais para a formação da memória da Abolição da Escravatura.

A euforia e o entusiasmo dos brasileiros, mostrados tanto nas festas como nas fotos de Ferreira, e também os textos publicados nos jornais da época podem ser interpretados como um contraponto a tão longa duração do regime escravocrata no país.

Contribuíram para esta pesquisa o designer Daniel Arruda(IMS) e os historiadores Luciana Muniz(BN) e Rodrigo Bozzetti(IMS).

Andrea C. T. Wanderley

Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica

LINK ORIGINAL: BRASILIANA FOTOGRAFICA - https://goo.gl/dJBpDK

Missa Campal de 17 de maio de 1888 – Novas identificações

MISSA 2

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Quinze dias depois da publicação da foto de Antônio Luiz Ferreira, Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da Escravatura no Brasil, realizada no Rio de Janeiro, em 17 de maio de 1888,  a Brasiliana Fotográfica a republica com novas identificações, além das iniciais, que incluíram Machado de Assis. 

Muitas identificações foram realizadas a partir de indicações feitas pelos leitores desse portal, que aceitaram o desafio de apontar outras pessoas presentes no evento. Foram identificadas 15, mas ainda há muito trabalho pela frente. Novos reconhecimentos são bem-vindos!

1 – Princesa Isabel (1846-1921) – princesa imperial do Brasil e três vezes regente do Império do Brasil. Ficou conhecida como a Redentora por ter assinado a Lei Áurea.

2 – Luis Filipe Maria Fernando Gastão de Orléans, o conde d´Eu (1842-1922) – príncipe do Brasil por seu casamento com a princesa Isabel.

3 – Não identificada.

4 – Possivelmente o Marechal Hermes Ernesto da Fonseca (1824-1891) – político e militar brasileiro, irmão do general Deodoro da Fonseca, primeiro presidente do Brasil,  e pai do futuro presidente do Brasil, Hermes Rodrigues da Fonseca.

5 – Machado de Assis (1839-1908) – um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos.

6 – Possivelmente José de Miranda da Silva Reis, marechal de campo e Barão Miranda Reis (1824-1903) – foi ajudante de campo e camarista do imperador Pedro II e participou da Guerra do Paraguai. Exerceu importantes cargos, dentre eles foi ministro do Superior Tribunal Militar e dirigiu a Escola Superior de Guerra e o Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro.

7 – Possivelmente José do Patrocínio (1854-1905) – escritor e jornalista, uma das maiores figuras do movimento abolicionista. Na foto está segurando a mão de seu filho primogênito, que ao fim da missa foi beijado pela princesa Isabel.

8 – Jornalista (?) não identificado.

9 – Possivelmente José Ferreira de Souza Araujo, conhecido como Ferreira Araujo(1848-1900) – um dos mais importantes jornalistas da época, foi diretor da Gazeta de Notícias e sob o pseudônimo Lulu Sênior escreveu as muito populares colunas Macaquinhos no Sótão, Balas de Estalo e Apanhados. Foi o vice-diretor da Comissão Central da Imprensa Fluminense, formada para organizar e programar os festejos em torno da Abolição.

10 – Thomaz José Coelho de Almeida (1838-1895) – ministro da Guerra, integrante do Gabinete de 10 de março de 1888.

11 – Rodrigo Silva (1833-1889) – ministro dos Negócios da Agricultura e interino dos Negócios Estrangeiros, integrante do Gabinete de 10 de março de 1888.

12- José Fernandes da Costa Pereira Junior (1833-1899) – ministro do Império, integrante do Gabinete de 10 de março de 1888.

13- João Alfredo Correia de Oliveira (1835-1919) – presidente do Conselho de Ministros do Gabinete de 10 de março de 1888.

14- Maria José Velho de Avelar, Baronesa de Muritiba (1851-1932) – dama do Paço e amiga íntima da princesa Isabel.

15- Maria Amanda de Paranaguá Dória, Baronesa de Loreto (1849-1931) – dama do Paço e amiga íntima da princesa Isabel.

16- Fernando Mendes de Almeida (1845-1921) – na época, diretor e redator-chefe do Diário de Notícias. Era o segundo secretário da Comissão Central da Imprensa Fluminense, formada para organizar e programar os festejos em torno da Abolição.

17- Jornalista (?) não identificado.

18- Jornalista (?) não identificado.

19- Senador ou deputado (?) não identificado.

20- Possivelmente Ângelo Agostini (1843-1910) – italiano, um dos primeiros e mais importantes cartunistas do Brasil. Fez uma intensa campanha pela abolição da escravatura. Fundou e colaborou com diversos jornais e revistas, dentre eles a “Revista Illustrada”, que circulou entre 1876 e 1898.

À esquerda da fotografia, estão vários padres diante do altar, que ainda não conseguimos identificar. Dentre eles, segundo a imprensa da época, estariam o celebrante da missa, padre Cassiano Coriolano Collona, capelão do Exército e um dos fundadores da Confederação Abolicionista, criada em 19 de fevereiro de 1888; o padre Loreto, o padre-mestre Escobar de Araújo, vigário de São Cristóvão; e os padres Castelo Branco e Telemaco de Souza Velho.

O missal usado na cerimônia, em veludo carmezin, tinha a seguinte inscrição: “13 de maio de 1888 – Esse missal foi o que serviu na missa campal, celebrada em 17 de maio de 1888, no campo de S. Cristóvão, em ação de graças pela promulgação da lei que extinguiu a escravidão no Brasil”.

O missal e a campainha utilizados foram, assim como a garrafa de vinho Lacryma Christi, doados. Segundo a imprensa da época, formavam as alas do altar as ordens terceiras de São Francisco de Paula, de São Francisco da Penitência e de Nossa Senhora do Carmo, além das irmandades de São Cristóvão e do Rosário com seus galões e candelabros. Estandartes de associações e de escolas podem ser vistas na foto.

A importância dos jornais do Rio de Janeiro no processo da Abolição da Escravatura fica evidenciada na missa campal por dois fatos: antes do início da cerimônia, o ministro da Guerra, Thomaz José Coelho de Almeida(identificado na foto – número 10), “ergueu um viva à imprensa nacional”; e, representando a imprensa, o jornalista Fernando Mendes de Almeida (identificado na foto – número 16, vestindo uma toga) ajudou na celebração da missa campal.

A missa campal do dia 17 de maio de 1888 foi um dos festejos pela Abolição da Escravatura organizada pela Comissão Central da Imprensa Fluminense. Possivelmente, seus integrantes estão identificados na foto usando uma faixa na qual podemos ler a palavra imprensa.

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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

DOM PEDRO NOS EUA

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Arco construído na Chestnut Street, na Filadélfia, nos Estados Unidos, em 1876, saudando o imperador do Brasil Dom Pedro II, que visitava a Exposição Universal Internacional em comemoração do centenário da independência do país. 

Dom Pedro II tornou-se o primeiro monarca a visitar os Estados Unidos da América, e la era chamado popular como "the only american monarch", em português, "o único monarca americano". 

Na exposição o Imperador encontrou-se com Alexander Graham Bell e foi uma das primeiras pessoas a testar seu invento em exposição: o telefone.

Por conta do carisma de Dom Pedro II, nas eleições presidenciais dos Estados Unidos em 1877, Sua Majestade angariou mais de 4 mil votos só na Filadélfia.