domingo, 22 de outubro de 2017

OS QUE OS PRÍNCIPES BRASILEIROS ESTÃO FAZENDO PARA MELHORAR O PAÍS?

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Atualmente os príncipes não estão no poder e não ocupam posições oficiais, sendo, portanto, bastante limitada sua capacidade de atuação. Mas procuram, em toda medida do possível, atuar.

Como? Por exemplo, alertando a opinião pública, em conferências em universidades, escolas, Assembléias Legislativas, Câmaras Municipais etc., sobre o fato de que existem forças, tanto interna quanto externamente, que querem prejudicar o Brasil e mantê-lo no atraso. Poderíamos ser uma verdadeira potência econômica, mas não é o que acontece.

Além disso, visitam asilos, orfanatos e hospitais levando uma palavra de conforto aos desvalidos. Também dão entrevistas para os mais variados meios de comunicação, falando de temas atuais e históricos.

Imagem: O Príncipe do Brasil e terceiro na linha de sucessão, Dom Antônio de Orleans e Bragança acompanha as atividades realizadas pelas crianças no Projeto Páscoa Solidária, do Orfanato Santa Rita de Cássia, no Rio de Janeiro.

A FAMÍLIA IMPERIAL RECEBE ALGUM BENEFÍCIO DO GOVERNO?

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Não recebe nenhuma ajuda e, se oferecida, com certeza não aceitaria, porque prefere manter sua independência com relação a uma República imposta aos brasileiros.

Foi ofertada a D. Pedro II uma quantidade enorme de ouro quando de sua deposição e ele rejeitou, alegando que aquele ouro tinha dono: o povo brasileiro. Viveu no exílio pobremente e chegou a passar necessidades, mas com a honra intacta e a consciência tranquila.

Imagem: D. Pedro II preferiu morrer pobre no exílio a aceitar o ouro oferecido pela República. Mas quis repousar sua cabeça em almofada contendo terra brasileira.

sábado, 21 de outubro de 2017

SE TIVESSE SIDO MANTIDO O REGIME MONÁRQUICO O BRASIL SERIA MAIS RICO?

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Sem a menor dúvida, seria um país do Primeiro Mundo, ombreando com os Estados Unidos, a Inglaterra, o Japão etc.

Isso porque os Soberanos têm visão de longo alcance, tratam dos assuntos nacionais visando as gerações futuras e não as próximas eleições.

Foto: "Peça da Coroação" - Durante o Império, a moeda brasileira era uma das mais estáveis e valorizadas do mundo.

O PAÍS SERIA MENOS CORRUPTO SE HOUVESSE MONARQUIA? POR QUÊ?

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A Monarquia não pretende ser uma panaceia que cura milagrosamente todos os males, mas é certo que ela cria as condições para sanar ou pelo menos minorar muitos deles, entre os quais a corrupção.

Primeiro, porque a forma de governo monárquica traz consigo uma influência altamente positiva sobre o andamento dos negócios públicos sejam eles políticos, econômicos ou sociais.

Depois, porque o Monarca paira acima dos interesses políticos ou privados de qualquer ordem, e seu interesse pessoal se confunde inteiramente com os da Nação. Ele pode, assim, exercer sobre a política e a administração uma ação moralizadora ao mesmo tempo firme e serena, de modo a corrigir e colocar nos eixos o que deve ser corrigido e ordenado.

Na República, para chegar aos mais altos cargos, o político tem literalmente que comprar o apoio dos amigos e até inimigos, caso contrário cai em desgraça e não consegue governar. Basta lembrar os tristemente famosos “mensalão” e “petrolão”...

O papel moralizador das monarquias é algo facilmente observável nos países monárquicos. No Brasil, D. Pedro II foi o grande fiscalizador da honestidade pública, como destacou o escritor Monteiro Lobato.

Imagem: O Imperador Dom Pedro II do Brasil

OS MONARQUISTAS DIZEM QUE O IMPÉRIO TROUXE MUITOS BENEFÍCIOS PARA O PAÍS. QUAIS BENEFÍCIOS FORAM ESSES?

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Quando D. João VI aportou no Brasil, em 1808, com a Família Real portuguesa, já vinha com a ideia de transformar o país num grande Império. Uma de suas primeiras medidas foi abrir nossos portos às nações amigas; logo mais, criou instituições políticas, administrativas, judiciais, educativas e militares necessárias para o desempenho da nação. Fundou a Casa da Moeda, o Banco do Brasil, escolas de vários tipos. Preparou convenientemente o Brasil para dar, em 1822, o grande salto da sua Independência.

Em 1824, já foi promulgada a Constituição do Império, a melhor que já tivemos, que permitiu, sobretudo durante o reinado de D. Pedro II, o mais longo período de estabilidade constitucional de nossa história, possibilitando, assim, uma fase de autêntico e constante progresso.

Nesse período, o Brasil teve uma moeda estável e forte, possuiu a segunda Marinha de Guerra do mundo, estabeleceu os primeiros Correios e Telégrafos da América, foi uma das primeiras nações a instalar linhas telefônicas e a segunda a ter selo postal, implantou enorme rede de comunicações ferroviárias e rodoviárias, ligou-se à Europa pelo cabo telegráfico, teve grande impulso nas ciências, nas letras e nas artes.

A República interrompeu todo esse progresso e afundou o país no subdesenvolvimento, do qual até hoje não conseguimos sair.

Imagem: Foto do Busto de Dom João VI na entrada da Biblioteca Nacional

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

A REPÚBLICA NÃO TROUXE TAMBÉM BENEFÍCIOS?

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Mal proclamada a República, um dos primeiros atos do governo foi duplicar o salário do Presidente com relação ao que recebia o Imperador. O ideal da classe política instalada no poder com a República não foi, como era no Império, o de servir à Nação, mas servir-se dela.

Nos 125 anos de República, tivemos 7 presidentes depostos, 2 que renunciaram, 2 que não tomaram posse, 1 que assumiu pela força, 2 juntas militares, 5 presidentes interinos, 5 em regime de exceção e 1 impedido de tomar posse. No mesmo período tivemos oito moedas e a inflação acumulada atingiu os estratosféricos 1.400.000.000.000%, enquanto nos 67 anos de Império foi de apenas 1,58% ao ano.

Algum progresso material certamente houve desde 1889, mas podemos tranquilamente dizer que ele se deve mais ao empreendedorismo e perseverança do povo brasileiro do que à administração governamental.

Imagem: Os sucessivos governos republicanos fragilizaram de forma sistemática nossas instituições, expondo-nos a todo tipo de crise e golpes totalitários.

POR QUE ENTÃO FOI PROCLAMADA A REPÚBLICA? A REPÚBLICA NÃO FOI RESULTADO DE UM LEVANTE DO POVO BRASILEIRO QUE DESEJAVA ARDENTEMENTE MUDAR O SISTEMA DE GOVERNO?

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A participação popular na Proclamação da República foi nula. O Partido Republicano de então (sim, a Monarquia o permitia!) conseguiu eleger para a Assembleia apenas dois deputados. Ativistas revolucionários aproveitaram-se de uma crise no gabinete imperial para impor a República. Na verdade, o Marechal Deodoro não pretendia derrubar a Monarquia, mas apenas o Ministério chefiado pelo Visconde de Ouro Preto.

A abolição do trabalho escravo também concorreu, pois a perda da principal mão-de-obra desagradou a fazendeiros que passaram a apoiar os republicanos. O que os republicanos mais temiam era o Terceiro Reinado, com a Princesa Isabel no trono, dando continuidade à obra de seu pai, D. Pedro II.

Imagem: Proclamação da República - um Golpe Militar sem apoio popular.