quarta-feira, 18 de março de 2020

REI DA ESPANHA E IMPERADOR ROMANO

Image may contain: 1 person, standing

O atual Rei Don Felipe VI de Espanha detém o título de Imperador Romano do Oriente (Bizantino) adquirido pelos Reis Católicos Fernando e Isabel e por "translatio imperii" como único descendente com reivindicações, e atualmente no poder, o título de Imperador Romano do Ocidente, sendo um legítimo César.

Embora a Constituição espanhola, Título II, artigo 56, parágrafo 2, designa que S.M. pode usar somente os seguintes títulos, para não causar conflitos diplomáticos:

Rei Católico, Rei de Espanha, Rei de Castela, de Leão, de Aragão, das Duas Sicílias, de Jerusalém, de Navarra, de Granada, de Toledo, de Valência, de Galiza, de Maiorca, de Sevilha, de Sardenha, de Córdoba, da Córsega, de Múrcia, de Jaén, do Algarves, de Algeciras, de Gibraltar, de Ilhas Canárias , Índias Orientais e Oeste, e as ilhas e continente do Mar Oceano, Arquiduque da Áustria, Duque de Borgonha e Brabante, Milão, Atenas e Neopatria, Marquês de Oristan, Conde de Habsburgo, Flandres, Tirol, Barcelona, Roussillon, Cerdanya e Gocéano, Senhor da Biscaia e Molina,
Etc...

Pintura : Don Felipe de Borbón, 1997. Óleo sobre lienzo, 180 x 100 cm. Obra de Ricardo Sanz

RENASCIMENTO

O dia que o Príncipe de Galês conheceu o bom humor do Imperador do Brasil.

Image may contain: 2 people, suit
O dia que o Príncipe de Galês conheceu o bom humor do Imperador do Brasil. 

Durante sua visita a Londres em 1871, Dom Pedro II assistiu à apresentação do famoso pianista inglês William Sterndale Bennett. O Príncipe de Gales, futuro rei Eduardo VII da Inglaterra, manifestou ao embaixador do Brasil em Londres, Barão de Penedo, o desejo de que o pianista fosse condecorado pelo Imperador do Brasil com a Imperial Ordem da Rosa.

Dom Pedro II se recusou a tal , “O Imperador não tolerava nesse pianista a falta de higiene. Seu mal cheiro era insuportável, Ao saber da proposta do Príncipe de Gales, comentou ironicamente. Concordo, desde que antes o governo inglês lhe conceda a Ordem do Banho...”

Image may contain: 1 person, sitting and indoor

O futuro Rei não se ofendeu, pelo contrário, “Gostou de testemunhar o famoso espírito Irônico e Bem Humorado de Dom Pedro”

fonte: Dom Pedro the Magnanimous, Second Emperor of Brazil. Por Mary Wilhelmine Williams

BRAZIL IMPERIAL

segunda-feira, 16 de março de 2020

O Pioneiro da Psiquiatria no Brasil

Image may contain: 1 person

Nascido em Salvador em 1872, Juliano Moreira era de origem humilde, seus pais eram empregados domésticos do Barão de Itapuã, que era padrinho de Juliano. Com a ajuda de seu Padrinho, que era médico e professor da Faculdade de Medicina da Bahia, Juliano Moreira faz os cursos preparatórios no Colégio Pedro II e ingressa no curso de medicina, em 1885. 

Formou-se em 1891, aos 19 anos, com a tese “Sífilis maligna precoce”. Ainda na Bahia, se especializou em clínica psiquiátrica. Entre 1903 e 1930, dirigiu o Hospício Nacional de Alienados, antigo Hospício Dom Pedro II. Durante seu trabalho como diretor, humanizou o tratamento e acabou com o aprisionamento dos pacientes. 

Image may contain: 1 person

Considerado como o fundador da psiquiatria científica no Brasil, Juliano Moreira, no campo da literatura médica, escreveu e publicou obras de grande valor, que reúne mais de cem títulos, entre trabalhos científicos e de outra natureza, destacando-se “Assistência aos alienados no Brasil” (1906), “Les maladies mentales au Brésil” (1907) e “A evolução da medicina brasileira” (1908). 

Fundou, em colaboração com outros médicos, os periódicos “Arquivos brasileiros de psiquiatria, neurologia e medicina legal (1905), “Arquivos brasileiros de medicina” (1911) e “Arquivos do Manicômio Judiciário do Rio de Janeiro” (1930). Foi, ainda, colaborador do periódico “Brasil Médico” e da “Revista Médico-Cirúrgica do Brasil”. 

Image may contain: 8 people

Um dos cientistas brasileiros de maior renome, foi membro de inúmeras instituições científicas, como a Antropologische Gesellschaf de Munique, a Société de Médecine de Paris, a MedicoLegal Society de Nova York e a Medico-Psychological Association de Londres. Foi fundador da Academia Brasileira de Ciências, em 1917. 

Na Academia Nacional de Medicina foi eleito Membro Titular, em 1903, e transferido para a classe dos Honorários, em 1930. Foi vice-presidente na gestão do Acadêmico Miguel Couto, no período de 1922 a 1923 e de 1925 a 1933, ano de sua morte. 

Faleceu na cidade de Petrópolis, no dia 2 de maio de 1933.

O Pioneiro do Combate a Febre Amarela

Image may contain: 1 person

Domingos José Freire Junior formou-se doutor em medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1866, defendendo a tese intitulada “Albuminúria e lesões patológicas dos rins”. Serviu ao Exército Imperial como Cirugião-Mór da brigada durante a Guerra do Paraguai. Ao retornar ao Brasil, tornou-se Oficial da Ordem da Rosa e foi condecorado com a Medalha da Campanha do Paraguai.

Ingressou em sua carreira de acadêmico, através de concurso, tornando-se lente de Química Orgânica em 1874 da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e posteriormente em 1880, professor interino da Escola Politécnica.

Image may contain: 1 person

Foi pioneiro nas pesquisas sobre febre amarela e desenvolveu uma vacina para a prevenção da doença.No final de 1883, através do Aviso nº. 4.546, o Ministério e Secretaria de Estado de Negócios do Império concedeu-lhe autorização para inocular sua vacina na população do Rio de Janeiro. Foram mais de 2.000 pessoas vacinadas com êxito.

Eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina em 1885, apresentando a memória intitulada “Ptomanias da Febre Amarela”. Em fevereiro de 1892, o Ministério do Interior, pelo decreto nº. 1.171 criou o Instituto Bacteriológico Domingos Freire, anteriormente denominado Laboratório de Bacteriologia.

Assumiu a direção do Museu Nacional em 1893, quando a instituição já se encontrava no Paço de São Cristóvão. Obteve grande reconhecimento nacional e internacional devido a seu trabalho como bacteriologista, principalmente por ter reivindicado a descoberta da febre amarela e ter desenvolvido a vacina que inoculava a doença.

Foi homenageado tendo seu nome em um logradouro público, Rua Domingos Freire, no bairro de Inhaúma, na cidade do Rio de Janeiro. Faleceu em 21 de agosto de 1899, no Rio de Janeiro.

Image may contain: 3 people

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

A POLÍTICA REPUBLICANA

Image may contain: 1 person, sitting

Em 1918, o escritor Lima Barreto escreveu a crônica “A política republicana”. Ela mantém-se atual neste 15 de novembro.

“Não gosto, nem trato de política. Não há assunto que mais me repugne do que aquilo que se chama habitualmente política. Eu a encaro, como todo o povo a vê, isto é, um ajuntamento de piratas mais ou menos diplomados que exploram a desgraça e a miséria dos humildes.
Nunca quereria tratar de semelhante assunto, mas a minha obrigação de escritor leva-me a dizer alguma coisa a respeito, a fim de que não pareça que há medo em dar, sobre a questão, qualquer opinião.

No Império, apesar de tudo, ela tinha alguma grandeza e beleza. As fórmulas eram mais ou menos respeitadas; os homens tinham elevação moral e mesmo, em alguns, havia desinteresse.

Não é mentira isto, tanto assim que muitos que passaram pelas maiores posições morreram pobríssimos e a sua descendência só tem de fortuna o nome que recebeu.

O que havia neles não era a ambição de dinheiro. Era, certamente, a de glória e de nome; e, por isso mesmo, pouco se incomodariam com os proventos da ‘indústria política’.

A República, porém, trazendo tona dos poderes públicos, a borra do Brasil, transformou completamente os nossos costumes administrativos e todos os ‘arrivistas’ se fizeram políticos para enriquecer.

Já na Revolução Francesa a coisa foi a mesma. Fouché, que era um pobretão, sem ofício nem benefício, atravessando todas as vicissitudes da Grande Crise, acabou morrendo milionário.

Como ele, muitos outros que não cito aqui para não ser fastidioso.

Até este ponto eu perdoo toda a espécie de revolucionários e derrubadores de regimes; mas o que não acho razoável é que eles queiram modelar todas as almas na forma das suas próprias.

A República no Brasil é o regime da corrução. Todas as opiniões devem, por esta ou aquela paga, ser estabelecidas pelos poderosos do dia. Ninguém admite que se divirja deles e, para que não haja divergências, há a ‘verba secreta’, os reservados deste ou daquele Ministério e os empreguinhos que os medíocres não sabem conquistar por si e com independência.

A vida, infelizmente, deve ser uma luta; e quem não sabe lutar, não é homem.

A gente do Brasil, entretanto, pensa que a existência nossa deve ser a submissão aos Acácios e Pachecos, para obter ajudas de custo e sinecuras.

Vem disto a nossa esterilidade mental, a nossa falta de originalidade intelectual, a pobreza da nossa paisagem moral e a desgraça que se nota no geral da nossa população.

Ninguém quer discutir; ninguém quer agitar idéias; ninguém quer dar a emoção íntima que tem da vida e das coisas. Todos querem ‘comer’.

‘Comem’ os juristas, ‘comem’ os filósofos, ‘comem’ os médicos, ‘comem’ os advogados, ‘comem’ os poetas, ‘comem’ os romancistas, ‘comem’ os engenheiros, ‘comem’ os jornalistas: o Brasil é uma vasta ‘comilança’.

Esse aspecto da nossa terra para quem analisa o seu estado atual, com toda a independência de espírito, nasceu-lhe depois da República.

Foi o novo regime que lhe deu tão nojenta feição para os seus homens públicos de todos os matizes.

Parecia que o Império reprimia tanta sordidez nas nossas almas.

Ele tinha a virtude da modéstia e implantou em nós essa mesma virtude; mas, proclamada que foi a República, ali, no Campo de Santana, por três batalhões, o Brasil perdeu a vergonha e os seus filhos ficaram capachos, para sugar os cofres públicos, desta ou daquela forma.

Não se admite mais independência de pensamento ou de espírito. Quando não se consegue, por dinheiro, abafa-se.

É a política da corrução, quando não é a do arrocho.

Viva a República!”

Fonte: O Antagonista

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Guardiões do Império

A simbologia é algo antigo quanto a própria civilização humana, ajudando na sua comunicação. Ela da vida ao imaginário, expressa fatos, crenças, ideias e mitos. Algumas dessas simbologias são tão profundas que, dentro de um determinado contexto histórico e cultural, abraçadas com ardor, alimentam o respeito e despertam a paixão do povo. É o caso do hino nacional, o hasteamento da bandeira, as cores de um país.

Festa do Rei em Amsterdã nos países baixos
O dia do Rei, celebrado nos Países Baixos em comemoração ao aniversário do Rei Guilherme Alexandre, uma festa que simboliza a união dos Holandeses.

Nas monarquias o simbolismo é peça fundamental. É através do mesmo que a ideia de Nação é construída dando vida às tradições, cerimônias e liturgias, servindo de base para a criação do sentimento Nacional, além de forjar a pessoa do monarca, como, por exemplo, em sua coroação. 

Quando o mesmo é coroado ele deixa de ser quem é para ser a personificação do país, perde parte dos seus direitos particulares para viver uma vida de devoção pelo seu povo, chegando ao ponto de ser tradição escolher seu nome de monarca (após ascender ao cargo), pelo qual seu reinado será marcado.

Coroação Dom Pedro I
Coroação de Dom Pedro I, tela de Jean Baptiste Debret. 
Acervo Artístico do Ministério das Relações Exteriores – Palácio Itamaraty.

No episódio 5 da 1ª temporada da série “The Crown”, quando da coroação da Rainha Elizabeth II, seu tio Eduard, vendo pela televisão a cerimônia, explicava para os presentes a importância da mesma para o Reino Unido. Dizia ele:

Edward – Óleos e juramentos. Orbes e cetros. Símbolo sobre símbolo. Uma rede insondável de mistérios arcanos e liturgia borrando tantas linhas que nenhum clérigo, historiador ou jurista jamais poderia desembaraçar.

-É loucura! – diz um  dos presentes.

Edward – Pelo contrário. É perfeitamente são. Quem quer transparência quando se pode ter magia? Quem quer prosa quando se pode ter poesia? Se afastarmos o véu, o que resta? Uma jovem comum, de modestas capacidades e pouca imaginação. Mas se vesti-la assim. Ungi-la com óleo, pronto, o que você vê? Uma deusa.


O Império Brasileiro, assim como as monarquias pelo mundo, foi carregado de símbolos que davam vida à brasilidade da época, com a intenção de unir uma Nação recém-criada. Com certeza um dos símbolos mais presentes foi a Serpe dos Bragança.

Acredita-se que a Serpe, como símbolo mitológico, surgiu de uma derivação do Dragão das legiões de Trajano no reino de Dácia em meados do século I constituindo uma das primeiras aparições como símbolo do país de Gales e do Reino de Wessex, sendo disseminado com diferentes significados.

Serpe de Dácia, Coluna de Trajano e Serpe da Carta Constitucional
À direita: Cetro da Coroa fabricado em 1828, acervo Palácio Nacional da Ajuda.  à esquerda: A Serpe de Dácia presente na Coluna de Trajano em Roma, Itália.

A origem da Serpe dos Bragança é, ainda, um tanto nebulosa. Segundo D. Antônio Caetano de Souza, em seu livro intitulado “Historia genealógica da casa real Portugueza” de 1736, tem o seu início no reinado de Dom Afonso Henriques de Portugal. 

Foi em seu Reinado que o uso do grito de batalha em nome de São Jorge se tornou regra, substituindo o anterior Santiago  Dom Nuno Álvares Pereira, nobre general português do Rei João I, considerava São Jorge o responsável pela vitória portuguesa na batalha de Aljubarrota que consolidou João como rei de Portugal. 

O Rei João, era também um devoto do Santo, onde fez São Jorge como patrono de Portugal (hoje segundo padroeiro) em substituição a Santiago. Em homenagem ao novo padroeiro, Dom João I personificou o santo em seu escudo de armas em forma de serpe. 

Foi com Pedro II de Portugal,, terceiro rei da dinastia Bragança, que o animal mitológico passou a ser usado em seu brasão de família, perdurando até hoje como símbolo dos Bragança e, portanto, presente na simbologia nacional brasileira, representada em diversas jóias e objetos, como por exemplo, no cetro no traje e no trono imperial de Dom Pedro II.

À esquerda: Brasão de Armas . À direita Dom João I, de Portugal presente no livro de Dom Antônio de Costa.

Brasão da Família Bragança instituido por Dom Pedro II (à direita) de José I (à esquerda)
Brasão da Família Bragança (ao centro) de José I e Portugal (à esquerda), instituído por  Pedro II de Portugal (à direita).

Os tronos dos monarcas geraram, ao longo da História, diversos sentimentos como respeito, inveja, admiração e lealdade. Sempre que se constatou, na História do Brasil, um trono vazio, a trajetória da nossa pátria esteve em apuros. Tomemos, por exemplo, o Período Regencial (1831 – 1840), quando, pela ausência de um Imperador no trono, diversas rebeliões aconteceram em várias províncias de todas as regiões do Império. 

O fato foi tão grave, que alguns políticos da época fundaram o Clube da Maioridade, pois acreditavam que ao antecipar a maioridade do jovem imperador, para que pudesse assumir o trono antes do tempo previsto (18 anos), as revoltas cessariam e o Brasil poderia se unir em torno de um mesmo Império novamente. 

É comum, portanto o trono do Imperador emanar imponência, uma vez que ele traz consigo grande parte da História de um país, tradições e cultura. A cadeira do pai ou até o lugar onde ele costumeiramente senta contém um sentimento diferente dos demais. Na simbologia, quando olhamos esses lugares tomamos conta das responsabilidades que aquele cargo representa, no respeito que temos pelos que estiveram ali e nos ensinamentos passados. 

É comum, portanto o trono do Imperador emanar imponência, uma vez que ele traz consigo grande parte da História de um país, tradições e culturas.  Com o golpe da República, voltamos a um sentimento parecido com o período regencial, quando estamos diante de um povo dividido e sofrendo novamente as consequências da falta de um elemento unificador de nossa sociedade. Mais uma vez o trono está vazio.

Trono e Coroa de Dom Pedro II
Trono Imperial e Coroa Imperial pertencente a Dom Pedro II do Brasil, acervo Museu Imperial.

Dom Pedro II o deixou vago e lá, simbolicamente, permanece sua Coroa. A Serpe, como animal mitológico padroeiro da família, protege seu trono, à espera de um Herdeiro da dinastia para assumir seu lugar de direito como Imperador do Brasil. 

Carregue esse sentimento de esperança consigo, presente em nossa camiseta. Faça dela um símbolo de divulgação da História do Brasil, da nossa ancestralidade monárquica e do nosso futuro enquanto Nação.

O CARÁTER FAMILIAR DA MONARQUIA BRASILEIRA

Image may contain: 1 person, tree and outdoor

Na Monarquia Brasileira, como fora anteriormente na Monarquia Lusa, o caráter familiar estava muito presente. Era até mesmo algo que chamava a atenção de estrangeiros que aqui vinham.

Em 1876, o “The New York Herald”, hoje considerado um dos grandes precursores do jornalismo moderno, encarregou o repórter James O’Kelly de acompanhar a viagem que o Imperador Dom Pedro II e a Imperatriz Dona Teresa Cristina faziam então aos Estados Unidos da América.

O que logo chamou a atenção de O’Kelly foi precisamente o aspecto familiar de nossa Monarquia, bem como a enorme popularidade da qual o Imperador desfrutava. “Não era um Chefe se despedindo cerimoniosamente da Nação que governava, era antes um casal adorado se despedindo da família”, escreveria ele, noticiando a partida de Suas Majestades do Rio de Janeiro, em correspondência que seu jornal publicou na edição de 16 de abril de 1876.

O “parlamentarismo à brasileira”, consolidado ao longo do Segundo Reinado, deu certo justamente porque tinha algo de familiar, algo de patriarcal, muito afim com o temperamento natural dos brasileiros. Por isso deitou raízes tão profundas, que se fazem sentir ainda nos dias de hoje.

– Baseado em trecho do livro “Parlamentarismo, sim! Mas à brasileira, com Monarca e Poder Moderador eficaz e paternal”, do Professor Armando Alexandre dos Santos.

Ilustração: Suas Majestades Imperiais o Imperador Dom Pedro II e a Imperatriz Dona Teresa Cristina do Brasil são entusiasticamente recebidos pela população do Rio de Janeiro, em 1877, após retornarem de sua segunda viagem ao exterior.