quarta-feira, 18 de março de 2020

A ORIGEM DO BRIGADEIRO

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O brigadeiro é feito de leite condensado, chocolate em pó e manteiga, e enrolado em granulado. Ingredientes à parte, o doce tem uma origem incomum. Ficou popular na década de 1940, quando o racionamento tornou o leite condensado um substituto comum para sobremesas.

A história afirma que, por volta dessa época, mulheres vendiam a guloseima em comícios em defesa do candidato à presidência e do brigadeiro da Força Aérea, Eduardo Gomes, durante a primeira eleição nacional em que todas as mulheres puderam votar. A criadora seria Dona Heloisa Nabuco de Oliveira, doceira de mão cheia.

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Naquela época, foi formada a União Democrática Nacional (UDN), que se opunha ao regime populista de Getúlio Vargas, no final do Estado Novo. O primeiro candidato à presidência do novo partido foi Eduardo Gomes. Antes de sua candidatura, já era famoso no Brasil.

Conhecido como “o Brigadeiro”, ele participou de um movimento liderado por tenentes que defendiam reformas sociais. Em julho de 1922, um grupo liderou uma revolta no Forte de Copacabana, conhecido como O Levante dos 18 do Forte, no Rio de Janeiro. Quase todos foram mortos a tiros na praia, exceto Gomes e Antônio de Siqueira Campos.

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Logo, os que apoiavam Dutra, inventaram uma "fake news" sobre o Eduardo Gomes. Disseram que ele tinha levado um tiro nos testículos durante a revolta de 1922, e por isso, brigadeiro não levava ovos na receita.

PAPO DE GUIA

A RELÍQUIA CARIOCA COM OS CAPUCHINHOS

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Em 1865 no aniversário de 300 anos da fundação da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, os frades capuchinhos do Morro do Castelo receberam do imperador Dom Pedro II a atribuição de serem os guardiões das três relíquias da cidade do Rio de Janeiro: a imagem de São Sebastião trazida por Estácio de Sá, a pedra fundamental da fundação da cidade e os restos mortais de Estácio de Sá.

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Atualmente todas as relíquias estão na igreja dos capuchinhos, na Rua Haddock Lobo, na Tijuca, Rio de Janeiro.

BRAZIL IMPERIAL

O Açude do Cedro

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O Açude do Cedro foi umas das primeiras grandes obras de combate à seca realizadas pelo Governo Brasileiro. A ordem de construção foi dada por D. Pedro II em decorrência do grande impacto social provocado pela seca do Ceará de 1877 - 1879.

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O Governo Imperial solicitou ao engenheiro Ernesto Antônio Lassance Cunha e ao engenheiro inglês Jules Jean Revy, estudos de meios para o combate aos efeitos das secas.

Ficou então decidida a construção de barragens nos leitos dos rios para barrar as águas pluviais. o próprio Ernesto Cunha visitou diversos locais no interior da província e indicou o Boqueirão do Cedro como local selecionado.

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No ano de 1882 o primeiro projeto foi feito pelo próprio Jules Revy que coordenou a realização de obras preliminares, como a construção de uma estrada de acesso e a instalação das máquinas. Às vésperas do início das obras, ocorre a proclamação da república e a conseqüente retirada de Revy, atrasando as obras em um ano.

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A primeira grande usina hidrelétrica da América do Sul

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A Usina Hidrelétrica de Marmelos, inaugurada em Juiz de Fora, Minas Gerais, em setembro de 1889, foi a primeira grande usina hidrelétrica da América do Sul. O empreendimento foi idealizado por Bernardo Mascarenhas, importante industrial de Juiz de Fora, fundador da Companhia Mineira de Eletricidade em 1888.

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A Usina de Marmelos foi projetada para atender não apenas as indústrias de tecidos do empresário, mas também para fornecer eletricidade à iluminação pública da cidade, antes alimentada a gás. A usina está localizada no Rio Paraibuna, às margens da Estrada União e Indústria, outro importante marco da engenharia no Brasil no século XIX.

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O pioneirismo valeu a Juiz de Fora o título de "Manchester Mineira". A Companhia Energética de Minas Gerais adquiriu a hidrelétrica em 1980. Em 1983, a Usina de Marmelos foi tombada pelo patrimônio municipal de Juiz de Fora e transformada em espaço cultural.

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Foi instalado na edificação da usina o Museu de Marmelos Zero, que desde 2000 é administrado pela Universidade Federal de Juiz de Fora.

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O “Newton Brasileiro”

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Introdutor do Sistema Métrico no Brasil, Cândido Batista de Oliveira foi um engenheiro, diplomata e político brasileiro. Além de Político, também foi matemático e um astrônomo.

Cândido Batista de Oliveira pode ser considerado o mais ferrenho defensor da adoção do “Systema Métrico Francêz” pelo Brasil, tendo dedicado mais de três décadas de sua vida a esta iniciativa. No dia 12 de junho de 1830 foi apresentada no parlamento do Império do Brasil a proposta do jovem deputado gaúcho Cândido Batista de Oliveira para a adoção imediata das unidades métricas do sistema francês no país.

Em 1851 realizou a primeira experiência com o pêndulo de Foucault no Brasil, que comprovava o movimento de rotação da Terra por meio do movimento de precessão do plano de oscilação de um pêndulo. foi uma figura importante da vida intelectual e política do Brasil, no século XIX, foi autor de vários trabalhos de literatura, economia e política, entre eles o Systema Financial.

Foi também sócio de diversas agremiações, entre elas o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, conselheiro de Estado, diretor e presidente do Banco do Brasil de 1859 a 1866, diretor do Jardim Botânico 1850 e senador do Império de 1849 a 1865, pela província do Ceará.

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A Guerra entre o Barão de Santa Anna Néry e a Imprensa Republicana

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Em 1894, durante o caos da Revolta da Armada e a Revolução Federalista, que marcaram o Governo de Floriano Peixoto, a Imprensa Governista da época, colocou a culpa dos conflitos no movimento monárquico e sua tentativa de restauração do Império.

O Jornal “A República” de Belém publicou uma série de declarações difamando os monarquistas e retratando o legado do império do Brasil como sendo negativo para a nação. O maior líder monarquista da Região Norte do País, o Barão de Santa Anna Nery, que era intelectual, historiador e antropólogo, refutou os argumentos do Jornal apresentando dados estatísticos acerca do verdadeiro legado do Império e da Monarquia Brasileira: “Si os monarchistas querem paz, onde está ela em toda história do regime monarchico do Brazil? (A Republica de 25 de Março de 1894).

Em reposta a essa afirmação, o Barão escreveu: “Se o fato precisa de demonstração encontral-a-iam todos na contestação do jornal d'A Republica que, lembrando os conflitos de 1821, 1828, 1831, 1832, 1833, 1835 e 1837, também deve se ter em conta os 40 anos de paz, de 1849 a 1889. Como, em face d'estes 40 annos seguidos de paz octaviana pergunta o escritor desse jornal a quem respondo onde está a paz em todo regime monarchico do Brazil?

Compare-se a atuação do Imperio brazileiro com a de qualquer república americana: onde mais lutas, mais perigo , mais sangue derramado? Quando houve uma guerra de tamanha extensão no Brazil como a da secessão nos Estado Unidos do Norte, ou como a do Chile? O Imperador sempre assegurou a Paz Interna”

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Em reposta o mesmo jornal publicou: “Que fez a monarchia em favor do povo brazileiro?. O povo empobrecido e sem o largo campo das indústrias, das artes e do commercio para desenvolver a sua actividade productora”.

Em reposta a esse novo ataque, o Barão apresentou dados estáticos que encerraram o debate acerca do suposto legado de miséria do Império: “Em 1867, o grande rio Amazonas foi entregue livre e aberto á bandeiras das nações amigas. Esta epocha, as duas províncias banhadas por aquelle oceano de água doce por esse mar interior, apenas produziam 3 milhões de kilogrammas de borracha; hoje fornecem quase 16 milhões.

Em 21 anos a produção quintuplicou!, só a província do Para exporta mais que toda a Argentina! E a cidade de São Paulo Pois bem! Este canto de terra situado no Brazil meridional, que a 25 anos atrás era uma simples vila, causa hoje espanto aos economistas, São Paulo atualmente tem rendas que elevam-se á 32 milhões de Francos. E quanto às artes, homens como Pedro Américo, e Carlos Gomes são Provas Vivas que o Brasil chegou a patamares que superam muitas das nações da Europa nas artes plásticas e na Música.”

Fonte: Monarchia e Monarchistas (1895) - Tito Franco de Almeida

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O Rival Potiguar de Santos Dumont

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Augusto Severo de Albuquerque Maranhão foi um político e inventor do Rio Grande do Norte, que assim como o também Brasileiro Santos Dumont, foi um dos pioneiros da aviação no Século XIX e no Início do XX.

Realizou seus estudos primários em Macaíba (RN), e os secundários no Colégio Abílio César Borges, em Salvador (Bahia). Em 1880, viajou para o Rio de Janeiro, então capital do Império do Brasil, e iniciou seus estudos de engenharia na Escola Politécnica.

Motivado pelos trabalhos em aerostação do inventor paraense Júlio César Ribeiro de Souza, que apresentou um projeto de dirigível ao Instituto Politécnico Brasileiro em 1881, Severo passou a se interessar pelo voo, realizando observação de aves planadoras e construindo pequenos modelos de pipas, uma das quais denominou “Albatroz”. Em 1888 passou a escrever artigos para o jornal “A República”, antimonárquico, do irmão Pedro Velho, e projetou um dirigível que incorporava ideias revolucionárias, o Potyguarania, o qual, porém, nunca chegou a ser construído.

Em outubro de 1892, inventou um aeróstato que deu o nome de “Bartholomeu de Gusmão”, em homenagem ao inventor brasileiro Bartolomeu Lourenço de Gusmão, que apresentou em 1709, diante da corte portuguesa, um pequeno balão de ar quente batizado Passarola. Em fins de 1901, Severo licenciou-se da Câmara para viajar para a França e aí se dedicar à construção de um novo semirrígido, o Pax, inflado a hidrogênio. Ele queria concorrer ao Prêmio Deutsch, que premiaria com 100.000 francos aquele que fizesse um voo comprovadamente dirigido.

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Na época o inventor Potiguar era o principal concorrente do também brasileiro Alberto Santos Dumont, a impressa brasileira da época frequentemente coloca nas manchetes “Severo x Dumont” Santos Dumont, era seu genial concorrente patrício: procuravam ambos a solução para o mesmo problema a dirigibilidade área.

Severo chegava a avaliar as invenções de dumont, e se pronunciou na câmara dos deputados do Rio de Janeiro em 1901, que a época queriam ajudar Santos Dumont financeiramente, Severo porém apresentou inúmeras falhas nos projetos aeronáuticos do seu rival brasileiro, e com ousadia afirmou que suas invenções era tecnicamente superiores às de Dumont.

Porém em 1902 seu sonho de ser o principal nome da aviação da época chegou ao fim, No dia 12 de maio de 1902, tendo como mecânico de bordo o francês Georges Saché, o Pax decolou às 5h30, saindo da estação de Vaugirard, Paris. Elevou-se rapidamente, atingindo cerca de 400 m. Cerca de dez minutos após o início do voo, o Pax explodiu violentamente, projetando os dois tripulantes para o solo. Severo e Saché morreram na queda.

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Os restos do dirigível caíram na Avenida du Maine. A catástrofe do Pax teve um impacto enorme. Natália, sua esposa, que assistiu à queda, não se recuperou e, após retornar ao Brasil, suicidou-se com um tiro no coração em 23 de junho de 1908, aos 30 anos de idade.

A configuração proposta por Severo, de um dirigível semirrígido, foi revolucionária e influenciou o desenvolvimento dos dirigíveis nas décadas seguintes. Em 12 maio de 1902, duas ruas em Paris, próximas ao local do acidente, foram nomeadas Rue Severo e Rue Georges Saché, em homenagem aos aeronautas acidentados.

Naquele mesmo ano, o cineasta Georges Méliès dirigiu o curta-metragem La Catastrophe du ballon "Le Pax" sobre o acidente, sendo Severo o primeiro brasileiro a ser protagonista em um filme. Existe desde 1904 uma praça que leva o seu nome, A Praça Augusto Severo está localizada no bairro da Ribeira em Natal.

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