sexta-feira, 14 de abril de 2017

PRÍNCIPE EXILADO DO IRÃ PEDE REVOLUÇÃO MONARQUISTA EM SEU PAÍS




Sua Alteza Imperial, o Príncipe Reza Pahlavi, disse em uma entrevista a ASsociated Press, que o regime que hoje governa o Irã é irreformável e controlado permanentemente por cléricos muçulmanos radicais. 

O Príncipe está realizando cada vez mais entrevistas desde a eleição do Presidente americano, Donald Trump, e já enviou vários comunicados à administração do presidente, alertando de que, pela natureza do regime iraniano, qualquer tentativa de reforma será barrada.

A Revolução que aquele que deveria ser o Xá do Irã propõe tem por objetivos uma monarquia constitucional, com separação dos poderes e Estado laico, assim como o país caminhava durante o reinado de seu pai. 

A Revolução deve ser feita pelo próprio povo iraniano, iniciando-se por uma greve geral, encabeçada pelos sindicatos, do mesmo modo como ocorreu na Polônia comunista. 

Desde 1979, o Regime Iraniano vem suprimindo qualquer informação sobre o período anterior à Revolução que venha a favorecê-lo, numa tentativa de reescrever a história do país (da mesma forma que os comunistas fizeram na Rússia, demonizando o Império dos Czares). 

Por sua vez, os iranianos mais jovem, que não viveram o Irão monárquico, despertaram grande curiosidade por esse período, e hoje perguntam aos seus pais e avós "por que vocês foram às ruas substituir aquele regime por esse".

Lembrando sempre que, nos tempos do último Xá, era permitido que mulheres usassem calça, havia maior liberdade de pensamento e religião. Assim como o governo do Irão não fornecia asilo e auxílio para grupos muçulmanos radicais.

http://royalcentral.co.uk/international/irans-exiled-crown-prince-calls-for-a-monarchist-revolution-in-iran-80319

http://bigstory.ap.org/article/aabda1d7582d49b784c7ec7ee2e96e6e/irans-long-exiled-prince-wants-revolution-age-trump

quinta-feira, 13 de abril de 2017

A MÁQUINA DE ESCREVER BRASILEIRA

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Francisco João de Azevedo (Mamanguape, 4 de março de 1814 — João Pessoa, 26 de julho de 1880) foi um Padre Católico e inventor brasileiro.

Ficou conhecido por criar uma máquina de escrever a mão com o auxílio de apenas lixa e canivete, só que a máquina não teve reconhecimento e o Padre, com o passar dos anos, ficou esquecido no tempo.

Existem suspeitas que o Padre foi sabotado por um amigo estrangeiro, que roubou os seus projetos. Outras fontes garantem que o modelo da máquina de escrever brasileira foi transferida para os Estados Unidos ou Inglaterra por um estrangeiro, mas com autorização do Padre Azevedo.

A máquina de escrever

Quando criança, o pai o introduziu às artes mecânicas e, em 1861, ele criou uma revolucionária máquina de escrever. Foi exibida no mesmo ano na Exposição Agrícola e Industrial de Pernambuco, onde Francisco João ganhou medalha de ouro, na presença do Imperador Dom Pedro II. Um ano depois, para a decepção do Padre, lhe comunicaram que sua máquina não poderia ir para a Exposição de Londres, por falta de acomodação, pois a máquina era muito grande.

A tal máquina inventada pelo Padre era um móvel de jacarandá equipada com dezesseis pedais com aparência semelhante a de um piano. Cada tecla de sua máquina adicionava uma haste comprida com uma letra na ponta. Era possível na máquina datilografar todas as letras do alfabeto além dos sinais ortográficos. O pedal servia para trocar de linha do papel.

Possível golpe

Segundo o biógrafo Ataliba Nogueira, o Padre foi enganado e seus desenhos roubados. Tudo isso feito por um agente de negócios que o convenceu a não continuar o projeto da máquina e desistir de tudo. O Padre aceitou essa ideia. O agente de negócios então roubou tudo sobre a máquina e entregou nas mãos do tipógrafo estadunidense Christopher Latham Sholes, que aperfeiçoou a máquina e a apresentou a todos como sendo seu o projeto, vindo a ser reconhecido como o inventor da máquina de datilografia.

Em carta a jornais de Recife, em 6 de outubro de 1875, o Padre fez uma confissão: "O acanhamento, a timidez de minha índole, a falta de meios e o retiro em que vivo não me facilitam o acesso aos gabinetes, onde se fabricam reputações e se dá diploma de suficiência. Daí vem que minhas pobres invenções definhem, morram crestadas pela indiferença e minha falta de jeito".

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Miniaturas Independência ou Morte! [Gulliver]


No ano de 1972, por ocasião da comemoração dos 150 anos de independência do Brasil, a Gulliver, lançou o conjunto Independência ou Morte.

Tal lançamento representou uma exceção nesse segmento de figuras de plástico posto que retratava um tema nacional. A maioria das peças congêneres acessíveis no mercado, com produção industrial, tinham, via de regra, como tema, as figuras de “Forte Apache”.

A primeira coisa que chamava a atenção era a beleza da caixa que trazia o conjunto completo, e talvez aí resida seu sucesso. Trazia reproduzida a pintura de Pedro Américo de mesmo título, mas também conhecida por Grito do Ipiranga, feita no final do século XIX, portanto, algumas décadas depois do fato retratado.

A caixa era de uma beleza que rivalizava com as caixas dos conjuntos da linha “Forte Apache”. Seu colorido atraía naturalmente o olhar das crianças.

O conjunto trazia 14 figuras em diferentes poses sendo oito a cavalo e seis a pé. O destaque era para a figura de D. Pedro I, a cavalo, na pose clássica do momento do grito de independência. Querem alguns colecionadores que uma das figuras a pé seja também D. Pedro mas não há consenso quanto a isso e a maioria entende que não.

Os cavalos eram de dois tipos sendo um deles com base, em pose de movimentação, e o outro com as quatro patas no chão representando uma pose estática. Há referência a um outro tipo de cavalo, também com base, só que mais alongada, mas que não fazia parte do que era apresentado em catálogo.

Além das figuras humanas e dos cavalos, havia também as barracas que vinham com uma bandeira do Império colada. Essas barracas em geral eram verdes mas podiam ser também na cor laranja ou em cor clara acinzentada. Eventualmente uma caixa podia trazer duas figuras com a mesma pose e faltando outra.

As mantas dos cavalos e suas selas também não tinham uma uniformidade. O uniforme dos dragões a cavalo passa a impressão de fidelidade ao original embora, nos detalhes, deixe a desejar.

Infelizmente não houve um esmero da parte da Gulliver com relação a pintura, o que fez com que fossem raras as figuras desse conjunto que chegam aos nossos dias com a pintura preservada.

Uma curiosidade em relação ao brinquedo é que uma das figuras a cavalo traz a bandeira imperial. Mas isso é um anacronismo pois não existia essa bandeira em Sete de Setembro de 1822. Esse detalhe e os eventuais problemas quanto ao uniforme não tiram o brilho do brinquedo.

Afinal, não existe esse tipo de compromisso, e nunca existiu, na confecção de brinquedos por parte de qualquer fábrica do mundo. Grandes e renomados fabricantes cometeram vários erros do mesmo jaez. E, convenhamos, o primeiro componente do brinquedo e do universo lúdico, de u`a maneira geral, é a fantasia.

Produzido até 1978, aí já não mais com a caixa e trazendo as figuras monocromáticas, geralmente em verde ou amarelo, e com o nome Tropas Imperiais, o conjunto Independência ou Morte é uma referência para quem tem mais de 40 anos de idade.








Informação: Blog GALERIA DOS BRINQUEDAS - https://goo.gl/k1LbgP

segunda-feira, 10 de abril de 2017

A Segunda Restauração Francesa (1870 - 1873)

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“Eles não aprenderam nada, não esqueceram nada”. A frase é do ardiloso Talleyrand, ministro e diplomata francês, a respeito dos Bourbon, a casa real tradicional da França, que foi deposta na revolução de 1789, restaurada em 1814 e novamente deposta em 1830.

Após o turbilhão da Revolução Francesa e a derrota definitiva de Napoleão Bonaparte em Waterloo, a França volta a ser uma monarquia – agora constitucional – sob a liderança de Luís XVIII, irmão mais velho do guilhotinado Luís XVI. Com sua morte, em 1824, é sucedido por seu irmão, Carlos X. Após uma série de medidas reacionários e extremamente impopulares, que visavam reaproximar a França do Antigo Regime, o último Bourbon a reinar naquele país é forçado a abdicar em 1830, sendo aclamado em seu lugar Luís Filipe de Orléans, no episódio chamado de “Monarquia de Julho”.

Luís Filipe, apesar de ser conhecido como o “Rei Cidadão”, se cerca da alta burguesia e dos ricos banqueiros de Paris. É deposto em 1848, por uma nova onda revolucionária. Com o fim de seu reinado, a Segunda República Francesa é proclamada, elegendo como seu primeiro presidente por voto direto ninguém menos que Luís Napoleão Bonaparte, sobrinho do antigo imperador.

O “Príncipe Presidente”, como é conhecido, governa até 1852, quando dá um golpe de Estado e, através de um plebiscito – método muito utilizado por seu tio – se torna Napoleão III, dando início ao Segundo Império Francês. O segundo Bonaparte será um monarca popular na Europa até a derrota desastrosa da França na Guerra Franco-Prussiana, em 1870, quando é deposto e o Império chega ao fim.

Após este período de forte instabilidade, onde a França experimenta tantos regimes em tão pouco tempo, o país está novamente acéfalo. A nova Assembleia Geral, eleita em 1871, está completamente dividida entre radicais, republicanos moderados, liberais, legitimistas, orleanistas e bonapartistas. Porém, essa maioria monarquista, ainda que dividida entre os apoiadores da Restauração e os apoiadores da Monarquia de Julho, vê em um homem a salvação da monarquia francesa: Henrique, Conde de Chambord.

O pretendente legitimista, neto de Carlos X e antigo exilado de 1830, é a chave para um acordo entre os monarquistas da assembleia. Como o conde já tinha uma certa idade e não tinha filhos, era provável que não deixaria herdeiros, o que abriria caminho legítimo para Filipe de Orléans, neto do rei Luís Filipe, o suceder no trono francês, deixando felizes todos os conservadores e liberais moderados do parlamento.

Porém, o sangue dos Bourbon falaria mais alto. Luís XVI jogaria no ralo todos os esforços do Marquês de Lafayette em estabelecer uma monarquia constitucional na França, fugindo para Varennes em 1792. Carlos X, ao não aceitar que os tempos haviam mudado, é deposto em 1830. Henrique seguiria os passos de seus antecessores e romperia com o frágil acordo que a monarquia e a burguesia haviam feito desde 1814. Em declaração redigida em 1873, o Conde de Chambord deixa claro que aceita o trono da França desde que a bandeira tricolor, símbolo da revolução, fosse substituída pela bandeira branca dos Bourbon.

Além disso, o futuro rei não aceitaria abdicar de seu “direito divino”, mesmo que simbólico. Essas exigências, repletas de simbolismos, desestruturam completamente o ideal monarquista e a futura restauração. Bourbons e Orléans já não se entendem mais e não há outra alternativa senão proclamar a Terceira República Francesa, porém, em caráter provisório.

Os monarquistas iriam esperar a morte do Conde de Chambord para proclamar Filipe o novo rei dos franceses. A respeitosa espera vai se arrastar até o ano de 1883, quando com o conde morre também o ramo mais antigo da monarquia francesa. Os Orléans estavam livres para reinar. Porém, já era tarde. Com Henrique morre também qualquer possibilidade de se ressuscitar o Reino da França. Nas palavras do presidente Adolphe Thiers, “a república nos divide menos”.

De fato, em 1883 o regime já estava a muito consolidado, e a causa dos pretendentes ao trono era só uma vaga lembrança. Henrique, a “criança milagrosa” em seu nascimento, chamado por seus simpatizantes de “Henrique V”, fora talvez o último príncipe a ter uma ligação direta de aclamação com o povo. Isso não era conseguido nem pelos Orléans, que com seu liberalismo agradavam mais ao parlamento e aos homens de negócio do que ao cidadão comum, tampouco pelos bonapartistas restantes, que agora eram só uma filosofia apolítica.

O Conde de Chambord, ao se agarrar a simbolismos que, mesmo sendo a base da representação monárquica, não ajudavam na conciliação entre Marianne e Joana D’Arc, ou seja, na conciliação histórica da nação francesa, enterra de uma vez por todas sua ascensão ao trono e a possibilidade de uma segunda restauração da monarquia.

Como da vez em que disse que Napoleão se acostumaria com o título de “Sua Majestade”, Talleyrand estava certo.

domingo, 9 de abril de 2017

Carta de Despedida de pai para seu filho

     

"Meu querido filho, e meu imperador. Muito lhe agradeço a carta que me escreveu, eu mal a pude ler porque as lágrimas eram tantas que me impediam a ver; agora que me acho, apesar de tudo, um pouco mais descansado, faço esta para lhe agradecer a sua, e para certificar-lhe que enquanto vida tiver as saudades jamais se extinguirão em meu dilacerado coração. 

Deixar filhos, pátria e amigos, não pode haver maior sacrifício; mas levar a honra ilibada, não pode haver maior glória. Lembre-se sempre de seu pai, ame a sua e a minha pátria, siga os conselhos que lhe derem aqueles que cuidarem na sua educação, e conte que o mundo o há de admirar, e que me hei de encher de ufania por ter um filho digno da pátria. 

Eu me retiro para a Europa: assim é necessário para que o Brasil sossegue, o que Deus permita, e possa para o futuro chegar àquele grau de prosperidade de que é capaz. Adeus, meu amado filho, receba a benção de seu pai que se retira saudoso e sem mais esperanças de o ver.

D. Pedro de Alcântara
Bordo da Nau Warspite
12 de abril de 1831

sábado, 8 de abril de 2017

Rafael, o Anjo Negro de Pedro II.

Rafael, negro veterano da Guerra da Cisplatina, foi encarregado de cuidar de Dom Pedro II, então de tenríssima idade pelo seu pai o Imperador Dom Pedro I, quando este regressou a Portugal.
Rafael, foi mandado vir em 1821 do sul, Pedro I conhecia-o bem. Foi um protetor incansável e extremamente abnegado de Pedro II ainda menino.

Dormia no mesmo quarto, evitava que o Imperador chorasse ou se assustasse “com medo das almas de outro mundo” e outras fantasias tão próprias da solidão, em que prevaleciam estudo áridos, religião, serões insípidos e jogos de mesa silenciosamente praticados – era a educação principesca!
Nisso relata-nos Benedito Freitas:

“ Incumbido da guarda e proteção de Dom Pedro II ainda em tenra idade, foi de uma dedicação tal que, até determinadas atribuições das Damas, ele as executava com desembaraço e plena eficiência.
Dava-lhe os banhos habituais tendo todo o cuidado com a temperatura da água, bem morna sem ser quente, mudava-lhe a roupa e cobria na cama, cabeça de fora, a bela criança pedia ao seu Anjo Negro para contar histórias e outras coisas em que era fértil seu leal servidor.

Certo dia Dona Leopoldina, ficou enternecida ao contemplar Rafael aquecendo a mamadeira do Menino-Imperador.

Quando Dom Pedro II não sabia a lição, corria para Rafael pedindo-lhe para o esconder, embora fosse condicionado sempre, que seria a “última vez”….Mais tarde Dom Pedro II ensinou Rafael a ler. Por muito tempo Rafael foi 1º Criado Particular do Imperador e em todas as viagens, mesmo ao estrangeiro, o acompanhou de perto.

A figura quase lendária de Rafael é amplamente descrita no belo livro de Múcio Teixeira, que foi comensal do Imperador por mais de trinta anos, “O Negro da Quinta Imperial”. Rafael contava com 98 anos quando Dom Pedro II foi deposto.

O “Anjo Negro” do Imperador ignorava o doloroso episódio da prisão do seu amo. Múcio conta a cena da comunicação ao leal macróbio, nas seguintes linhas: “ Manhã sombria. Uma chuva miúda caira pela madrugada do dia 16 de Novembro de 1889.

As vastas alamedas da Quinta Imperial estavam desertas….Rafael, mal raiara a aurora, abandonou seus aposentos, nos baixos do torreão sul, e, muito tremulo, amparado por um rijo bastão, deu início ao seu passeio habitual. Velho e cansado, passara o dia anterior preso ao leito, ignorando que a República havia sido “proclamada” no Brasil.

Vagarosamente caminhava, ouvindo o gorgeio dos pássaros e contemplando, com olhar nostálgico, os lagos sonolentos. Fitava também os bosques sombrios e admirava a Natureza exuberante. Quantas daquelas árvores gigantescas ele vira nascer, florir e envelhecer!

Caminhava e meditava, olhando também para o passado, para a sua longínqua mocidade! Quantos sonhos desfeitos!

“Como é triste envelhecer!” – murmurava o velho págem imperial. Ao chegar ao portão da Coroa, já ofegante, observou com espanto dois soldados que davam “vivas a república”!

Sempre meditando, lentamente regressou ao Paço. Ao aproximar-se do solitário Palácio Imperial, viu o bibliotecário Raposo muito agitado, com cabelos revoltos, andando de um lado para outro lado…
Rafael, muito cansado, curvado e tremulo, sempre amparado pelo seu bastão, dirigiu-se ao bibliotecário do Paço e interrogou-lhe : “Seu Raposo, você enlouqueceu?” Parando diante do Rafael, o Raposo, como louco, bradou: “Rafael, tu não sabes que ontem foi proclamada a República e que teu Senhor está preso no Paço da Cidade??”.

Rafael, atordoado, deixou cair o forte bastão, no qual a vinte anos se apoiava seu débil corpo; curvado, ergueu-se, cresceu…O seu olhar morto e nostálgico, transfigurou-se, como que iluminado por clarões estranhos.

Levantou o braço direito para o céu e exclamou com voz comovente e sonora: “Que a Maldição de Deus caia sobre a cabeça dos algozes do meu Senhor!”

E em seguida rolou por terra: estava morto.”

São as “pequenas” grandes Histórias do Brasil Império, que não são contadas nas Escolas e não fazem parte do currículo, que lamentavelmente fazem-se esquecer nas prateleiras do esquecimento, legando ao Brasil uma cultura de botequim, moldada e forjada pelos sensos comuns grotescos que vemos nas novelas.

Monumento à Independência do Brasil

O Monumento à Independência do Brasil, também chamado de Monumento do Ipiranga ou Altar da Pátria, é um conjunto escultórico em granito e bronze. Localiza-se na cidade de São Paulo, às margens do Riacho do Ipiranga, no lugar histórico onde D. Pedro I proclamou a independência do Brasil do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves em 7 de setembro de 1822.

Foi idealizado e executado pelos italianos Ettore Ximenes, escultor, e Manfredo Manfredi, arquiteto, por ocasião do primeiro centenário da independência, e inaugurado ainda incompleto em 1922, tendo sido finalizado quatro anos mais tarde, em 1926. É parte integrante do conjunto urbanístico do Parque da Independência, onde se encontra também o edifício-monumento erguido em 1890, que hoje abriga o Museu do Ipiranga, além da Casa do Grito.

Em sua cripta está instalada a Capela Imperial, construída em 1952 para abrigar os restos mortais de Dom Pedro I (embora o seu coração tenha ficado na Igreja da Lapa, no Porto), de sua primeira esposa, a imperatriz D. Leopoldina de Habsburgo, e também de sua segunda esposa, a imperatriz D. Amélia de Leuchtenberg.

Dom Pedro I e D. Amélia foram trasladados do Panteão dos Braganças em Lisboa, e D. Leopoldina foi transladada do Convento de Santo Antônio no Rio de Janeiro.

O conjunto é tombado nas três esferas do poder executivo.

Ficheiro:Monumento à Independência do Brasil - São Paulo, Brasil.jpg
Face frontal: painel em alto-relevo denominado "Independência ou Morte"; e no topo, o grupo escultórico Marcha Triunfal da Nação Brasileira.

Ficheiro:Monumento à Independência do Brasil — Os Inconfidentes Mineiros de 1789 - São Paulo, Brasil.jpg
Lateral esquerda: grupo escultórico representando Os Inconfidentes Mineiros de 1789.

Ficheiro:Monumento à Independência do Brasil — Os Revolucionários Pernambucanos de 1817 - São Paulo, Brasil.jpg
Lateral direita: grupo escultórico representando Os Revolucionários Pernambucanos de 1817.

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