sexta-feira, 13 de julho de 2018

OS VOLUNTÁRIOS NO EXÍLIO IMPERIAL

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Após o golpe de 15 de novembro de 1889, que implantou a República no Brasil contra a vontade popular, a Família Imperial Brasileira foi forçosamente exilada. A bordo do vapor Alagoas, que levou o Imperador Dom Pedro II e sua Família para a Europa, seguiram também outras personalidades, que decidiram se auto-exilar, por amizade e respeito ao Soberano deposto.

Foram o Conde de Mota Maia, médico da Casa Imperial e amigo pessoal do Imperador; o Barão e a Baronesa de Loreto, esta última, Dona Maria Amanda Lustosa Paranaguá Dória, amiga de infância da Princesa Imperial Dona Isabel; o Barão e a Baronesa de Muritiba, que foram, respectivamente, o último Procurador do Império e Dama do Paço Imperial; e o engenheiro negro e abolicionista André Rebouças, que teve seus estudos pagos pelo Imperador e com quem o Soberano passava horas conversando.

Esses “exilados voluntários”, junto a outros brasileiros que chegaram depois, e outros que já se encontravam na Europa, formavam uma espécie de Corte Imperial informal no exílio. Outros tantos monarquistas fiéis, que permaneceram no Brasil, serviam como canal de comunicação entre a Família Imperial e os brasileiros, como os membros do Diretório Monárquico do Brasil, organizado, em 1890, pelo Visconde de Ouro Preto, último Presidente do Conselho de Ministros do Império.

A “Lei do Banimento” (Decreto número 78-A, de 21-12-1889), que proibia os membros da Família Imperial de retornarem ao Brasil, foi revogada em 1920, pelo então Presidente da República, Dr. Epitácio Pessoa (Decreto número 4.120, de 3-9-1920). Entretanto, devido a dificuldades da ordem prática, causadas justamente por esse banimento injusto – se não inconstitucional, e que foi o mais longo exílio político da história do Brasil –, a Família Imperial permaneceu vivendo em situação de exílio até 1945.

Foto: Dona Maria José Velho de Avelar Vieira Tosta, Baronesa de Muritiba (sentada), junto a S.A.I.R. o Príncipe Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança, então Chefe da Casa Imperial do Brasil, sua mãe, S.A.I.R. a Princesa Imperial Viúva do Brasil, Dona Maria Pia de Bourbon-Sicílias de Orleans e Bragança, e irmãos, S.A.I.R. o Príncipe Imperial do Brasil, Dom Luiz Gastão de Orleans e Bragança, e S.A.R. a Princesa Dona Pia Maria de Orleans e Bragança, em foto tirada em Cannes, França, no ano de 1927.

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