quinta-feira, 13 de abril de 2017

A MÁQUINA DE ESCREVER BRASILEIRA

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Francisco João de Azevedo (Mamanguape, 4 de março de 1814 — João Pessoa, 26 de julho de 1880) foi um Padre Católico e inventor brasileiro.

Ficou conhecido por criar uma máquina de escrever a mão com o auxílio de apenas lixa e canivete, só que a máquina não teve reconhecimento e o Padre, com o passar dos anos, ficou esquecido no tempo.

Existem suspeitas que o Padre foi sabotado por um amigo estrangeiro, que roubou os seus projetos. Outras fontes garantem que o modelo da máquina de escrever brasileira foi transferida para os Estados Unidos ou Inglaterra por um estrangeiro, mas com autorização do Padre Azevedo.

A máquina de escrever

Quando criança, o pai o introduziu às artes mecânicas e, em 1861, ele criou uma revolucionária máquina de escrever. Foi exibida no mesmo ano na Exposição Agrícola e Industrial de Pernambuco, onde Francisco João ganhou medalha de ouro, na presença do Imperador Dom Pedro II. Um ano depois, para a decepção do Padre, lhe comunicaram que sua máquina não poderia ir para a Exposição de Londres, por falta de acomodação, pois a máquina era muito grande.

A tal máquina inventada pelo Padre era um móvel de jacarandá equipada com dezesseis pedais com aparência semelhante a de um piano. Cada tecla de sua máquina adicionava uma haste comprida com uma letra na ponta. Era possível na máquina datilografar todas as letras do alfabeto além dos sinais ortográficos. O pedal servia para trocar de linha do papel.

Possível golpe

Segundo o biógrafo Ataliba Nogueira, o Padre foi enganado e seus desenhos roubados. Tudo isso feito por um agente de negócios que o convenceu a não continuar o projeto da máquina e desistir de tudo. O Padre aceitou essa ideia. O agente de negócios então roubou tudo sobre a máquina e entregou nas mãos do tipógrafo estadunidense Christopher Latham Sholes, que aperfeiçoou a máquina e a apresentou a todos como sendo seu o projeto, vindo a ser reconhecido como o inventor da máquina de datilografia.

Em carta a jornais de Recife, em 6 de outubro de 1875, o Padre fez uma confissão: "O acanhamento, a timidez de minha índole, a falta de meios e o retiro em que vivo não me facilitam o acesso aos gabinetes, onde se fabricam reputações e se dá diploma de suficiência. Daí vem que minhas pobres invenções definhem, morram crestadas pela indiferença e minha falta de jeito".

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