quarta-feira, 18 de março de 2020

A Guerra entre o Barão de Santa Anna Néry e a Imprensa Republicana

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Em 1894, durante o caos da Revolta da Armada e a Revolução Federalista, que marcaram o Governo de Floriano Peixoto, a Imprensa Governista da época, colocou a culpa dos conflitos no movimento monárquico e sua tentativa de restauração do Império.

O Jornal “A República” de Belém publicou uma série de declarações difamando os monarquistas e retratando o legado do império do Brasil como sendo negativo para a nação. O maior líder monarquista da Região Norte do País, o Barão de Santa Anna Nery, que era intelectual, historiador e antropólogo, refutou os argumentos do Jornal apresentando dados estatísticos acerca do verdadeiro legado do Império e da Monarquia Brasileira: “Si os monarchistas querem paz, onde está ela em toda história do regime monarchico do Brazil? (A Republica de 25 de Março de 1894).

Em reposta a essa afirmação, o Barão escreveu: “Se o fato precisa de demonstração encontral-a-iam todos na contestação do jornal d'A Republica que, lembrando os conflitos de 1821, 1828, 1831, 1832, 1833, 1835 e 1837, também deve se ter em conta os 40 anos de paz, de 1849 a 1889. Como, em face d'estes 40 annos seguidos de paz octaviana pergunta o escritor desse jornal a quem respondo onde está a paz em todo regime monarchico do Brazil?

Compare-se a atuação do Imperio brazileiro com a de qualquer república americana: onde mais lutas, mais perigo , mais sangue derramado? Quando houve uma guerra de tamanha extensão no Brazil como a da secessão nos Estado Unidos do Norte, ou como a do Chile? O Imperador sempre assegurou a Paz Interna”

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Em reposta o mesmo jornal publicou: “Que fez a monarchia em favor do povo brazileiro?. O povo empobrecido e sem o largo campo das indústrias, das artes e do commercio para desenvolver a sua actividade productora”.

Em reposta a esse novo ataque, o Barão apresentou dados estáticos que encerraram o debate acerca do suposto legado de miséria do Império: “Em 1867, o grande rio Amazonas foi entregue livre e aberto á bandeiras das nações amigas. Esta epocha, as duas províncias banhadas por aquelle oceano de água doce por esse mar interior, apenas produziam 3 milhões de kilogrammas de borracha; hoje fornecem quase 16 milhões.

Em 21 anos a produção quintuplicou!, só a província do Para exporta mais que toda a Argentina! E a cidade de São Paulo Pois bem! Este canto de terra situado no Brazil meridional, que a 25 anos atrás era uma simples vila, causa hoje espanto aos economistas, São Paulo atualmente tem rendas que elevam-se á 32 milhões de Francos. E quanto às artes, homens como Pedro Américo, e Carlos Gomes são Provas Vivas que o Brasil chegou a patamares que superam muitas das nações da Europa nas artes plásticas e na Música.”

Fonte: Monarchia e Monarchistas (1895) - Tito Franco de Almeida

BRAZIL IMPERIAL

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