quarta-feira, 25 de novembro de 2015

IMPERATRIZ DO BRASIL

Durante o Império do Brasil(1822-1889), ascenderam ao trono três imperatrizes. D. Leopoldina de Habsburgo, a primeira imperatriz, foi a única a participar ativamente da política do novo país, seja tornando-se regente devido às freqüentes ausências de seu marido, D. Pedro I, seja pela sua atuação como correspondente dos Habsburgo, mantendo seu pai, Francisco I da Áustria, informado dos ocorridos no Brasil e procurando garantir alguns interesses da Santa Aliança. Foi baseado no Brasão de Dona Leopoldina que o Losango dourado de nossa bandeira foi inspirado. Devido a sua morte prematura, e à partida de D. Pedro I junto a D. Amélia de Leuchtenberg, não houve quem por direito de fato pudesse reger o Império até a maioridade de seu filho caçula, D. Pedro II. Assim sendo, institucionalizou-se o chamado Período Regencial, no qual há uma ocupação do cargo de regente do Império por sucessivas personalidades políticas da época, eleitas pela Câmara.

A sucessora de D. Leopoldina, D. Amélia de Leuchtenberg, permaneceu pouco tempo no cargo. Acompanhou D. Pedro I em seu retorno a Portugal, após a abdicação de ambos ao trono brasileiro, para lutar pelo direito regencial da filha desse, D. Maria II de Portugal. Já a terceira imperatriz, D. Teresa de Bourbon-Duas Sicílias, apresentou uma atuação muito mais discreta nos rumos da política nacional, estando sempre ao lado de seu marido, D. Pedro II, e falecendo pouco após o exílio. Sua filha, D. Isabel, nunca chegou a ascender ao trono brasileiro, haja vista o golpe de Estado que levou a proclamação da República brasileira em 1889, apesar de ter atuado como regente do Império por três vezes, a mais notável quando da abolição da escravatura.

Pelo tratado do Rio de Janeiro, firmado entre Portugal e Brasil em 1825, reconhecia-se a autonomia do antigo reino, mas reservava-se o título de imperador titular do Brasil a D. João VI. Por conseguinte, seu cônjuge, D. Carlota Joaquina de Bourbon, tornou-se a imperatriz titular do Brasil. Com a morte do marido, sete meses depois, D. Carlota perde o título tanto do trono português quanto do brasileiro, tornando-se rainha-mãe e imperatriz-mãe.


  • NOSSAS IMPERATRIZES

Dona Maria Leopoldina de Áustria 

Dona Carlota Joaquina de Bourbon (Imperatriz-Titular)

Dona Amélia de Leuchtenberg

Dona Teresa Cristina de Bourbon-Duas Sicílias

Dona Maria Pia de Bourbon-Duas Sicílias (Imperatriz de jure, esposa de Dom Luis Maria)

Dona Maria Isabel de Wittelsbach (Imperatriz de jure, esposa de Dom Pedro Henrique)

Dona Cristina de Ligne (futura Imperatriz (de jure?), esposa de Dom Antonio)

DEUS SALVE NOSSOS PRINCESAS!

Um comentário:

  1. O BRASIL IMPÉRIO HOJE EM DIA ATRAVÉS DA ASCENDÊNCIA DA DINASTIA HABSBURGO, ESTARIA POR FIM REPRESENTANDO O SACRO IMPÉRIO ROMANO GERMÂNICO?

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