terça-feira, 8 de agosto de 2017

BEIJA-MÃO MILITAR

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No início da década de 1970, um monarquista convidou S.A.I.R. o Príncipe Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança, então Chefe da Casa Imperial do Brasil, e sua esposa, S.A.I.R. a Princesa Consorte do Brasil, Dona Maria Elisabeth da Baviera, para sua formatura no Colégio Naval.

O Brasil vivia o auge do Regime Militar (1964-1985), e esse monarquista, representante de sua turma, estava encarregado de receber os convidados de honra da cerimônia de formatura; dentre eles, o então Vice-Presidente da República, o Almirante Augusto Rademaker, ex-Presidente do Brasil como membro da junta provisória que governou o País durante sessenta dias, de 31 de agosto a 30 de outubro de 1969.

Ao chegar ao local da solenidade, Rademaker foi recebido por seis oficiais da Marinha em posição de sentido e com as protocolares dezenove salvas de canhão que são devidas a um Vice-Presidente. No entanto, logo após ele entrar, chegaram o Chefe da Casa Imperial do Brasil e a Princesa Consorte, que foram recebidos por oito oficiais e uma salva de vinte e um tiros – honras concedidas apenas a Chefes de Estado.

Depois disso, o monarquista foi chamado à presença de seus superiores. Pensando que seria preso por insubordinação, uma vez que vigorava no Brasil a cláusula pétrea proibindo discussão legislativa sobre a restauração monárquica e era repreendida qualquer tipo de manifestação monarquista, o formando ficou surpreso ao descobrir que os Almirantes queriam apenas saber como deveriam cumprimentar a Princesa Consorte; beijava-se ou não sua mão?

Foto: SS.AA.II.RR. o Príncipe Dom Pedro Henrique e a Princesa Dona Maria em momento de lazer.

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